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Turismo Rural: Relíquias da história do Brasil

Fazendeiros de uma região histórica de São Paulo criaram um roteiro caipira para atrair turistas. Eles descobriram que, unidos, podem aumentar seus rendimentos, oferecendo mais opções de lazer para os visitantes.

Relíquias do história do Brasil. A noventa quilômetros de São Paulo, Itu foi caminho dos bandeirantes em busca do ouro. Também guarda até hoje as marcas do ciclo do açúcar e do período dos barões do café, que fizeram do lugar o berço da República. Os móveis de uma sala são testemunhas de uma reunião começou a traçar o fim do império. Em 1873, cafeicultores e políticos fundaram nela o Partido Republicano.

A região que já passou por tantos ciclos econômicos agora vive mais um: o do turismo rural. Passear a cavalo e conhecer fazendas históricas são atividades de um roteiro caipira, criado pelos fazendeiros da região para atrair turistas.

Nós vamos percorrer agora alguns pontos desse roteiro que acompanha o vale do rio Tietê. O encontro dos turistas é no centro histórico de Itu. Na chegada, a surpresa: o pessoal é convidado a fazer o juramento do caipira.

O roteiro sai do centro de Itu e o primeiro destino é a fazenda Limoeiro da Concórdia, a 18 quilômetros do centro. Uma das novidades é o passeio na carreta do trator. Entre várias construções antigas, uma se destaca: o armazém antigo há mais de um século.

Ele é um estabelecimento comercial que conserva as características das antigas vendas, que eram os supermercados na fazendas. Aqui se encontra produtos que não são comuns nas cidades, como o fumo de corda.

O dono da venda herdou o negócio do avô. O prédio foi construído em 1901 e até hoje o armazém atende a população da redondeza. “Em 1986, paramos. Mas, em 2002, conseguimos reativar o negócio. Estamos contentes. Quando o turista vem aqui, ele fica entusiasmado”, conta o comerciante Clemente Nunes.

Além de conhecer artigos característicos do campo, o turista também é recebido com música raiz. A próxima parada fica a um quilômetro. A fazenda Concórdia conserva uma das mais antigas construções da região.

O turista encontra casarões do século 19, máquinas de beneficiar café e moinhos de fubá. “Na fazenda, o dono e os vizinhos usavam o moinho. Quem era de outras propriedades, deixava uma cota para o dono do aparelho”, conta a fazendeira Rasma Nunes.

O destino agora é a fazenda Piraí, que fica a oito quilômetros da Concórdia. No passado, funcionou aqui um engenho. Até hoje, os tachos usados para fazer açúcar e o velho alambique são preservados. Uma boa oportunidade para o turista conhecer também personagens da cultura local, como os contadores de causos.

Os atores são contratados do Roteiro do Caipira. O ator Jorge Timóteo veio de uma outra região de São Paulo, o vale do Paraíba, onde desenvolvia um trabalho parecido com o que faz aqui. “Por dez anos, eu fiz o caipira do vale do Paraíba, meio Jeca Tatu. É diferente do caipira do vale do rio Tietê. O caipira daqui gosta de contar causos”, diz o ator.

Os fazendeiros dessa região de São Paulo apostam que o turismo rural veio para ficar. Eles formaram uma associação que reúne 16 propriedades. João Pacheco foi um dos fundadores da entidade e diz que a idéia é aproveitar a riqueza histórica da região e a proximidade da maior cidade da América Latina, São Paulo.

“As pessoas adoram o fato de estarmos perto de São Paulo porque elas podem vir, passam o dia e voltam para São Paulo rapidamente”, diz o vice-presidente da Associação de Turismo Rural, João Pacheco.

Quem trabalho com o projeto acredita que o ciclo do turismo rural já é uma realidade. “Eu acredito que estamos entrando nesse ciclo, o que é uma forma de conservar a natureza e a história”, conta a gerente de um hotel fazenda, Beatriz Almeida Prado.

Estamos agora na fazenda Catuaba, a cinco quilômetros da Piraí. Lugar que preserva como herança a arquitetura deixada pelos bandeirantes. O casarão que virou hotel fazenda foi construído numa outra fase da economia brasileira.

Durante o ciclo do açúcar, a arquitetura bandeirista continuou tendo grande influência. Um exemplo disso é um casarão que foi erguido para ser a sede de um engenho. Na entrada, existiam um quarto destinado aos visitantes, separado do restante da casa, e uma capela.

Dentro do casarão, uma sala rodeada de quartos,o que explica a ausência de corredores. Esse tipo de casarão também não tinha cozinha. A comida era preparada no meio da sala principal. A explicação para o casarão durar tanto tempo é que as paredes eram feitas de taipa de pilão têm mais de um metro de altura.

Quem vem visitar a Catuaba precisa conhecer a culinária caipira. A leitoa que o cozinheiro Edinho dos Santos prepara ajuda a atrair os turistas pela boca. Ele usa três copos de pinga para amolecer a carne além de ervas, como cheiro-verde, louro, alecrim, salsão e alho poró. O cozinheiro também usa caldo de galinha e bacon, suco de limão e vinho. Edinho bate tudo no liquidificador e despeja sobre a leitoa. Daí ela vai para o forno. Depois de assada, a leitoa é pururucada e servida.

Além do turismo a fazenda Catuaba é palco de um projeto cultural destinado a alunos da rede pública.

Paisagem com morros cobertos de pedras de granito. Relevo que ganhou esta forma quando a terra ainda estava em formação.

Na trilha que foi transformada em centro cultural, um pouco da história de outro período econômico: o do café. Fazem parte do acervo objetos de grande utilidade na época, como o moinho e a torradora.

Três mil e oitocentos alunos do ensino fundamental já participaram do projeto Revivendo a História: Repensando a vida, que começou em 2001. “Conhecendo essas etapas, os alunos da escola pública se vêem a frente de uma outra oportunidade. O projeto valoriza a cultura local e incentiva o desenvolvimento do aluno”, explica a coordenadora do projeto, Eliana Oliveira.

Estão redescobrindo um tesouro no interior paulista: uma imensa sala de aula ao ar livre. A região de Itu possui um dos patrimônios mais bem preservados que retratam a evolução econômica brasileira.

O setor rural representa hoje 30% do dinheiro que o turismo movimenta no Brasil. São quase cinco mil propriedades cadastradas pela Associação Brasileira de Turismo Rural. Mesmo assim, o Brasil está apenas no terceiro lugar nesse tipo de atividade turística, na América Latina. Ainda há muito espaço para crescer.

Fonte:http://redeglobo.globo.com/globorural/


Crescimento da prostituição na Barra da Tijuca de quem é a responsabilidade ?

O crescimento da prostituição na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro em pleno processo de expansão, causa impactos negativos na economia local e em diversos segmentos que estão em desenvolvimento na região.

A desvalorização dos imóveis próximos aos pontos de prostituição (que chega a 40%) – notadamente nas avenidas mais movimentadas, como Sernambetiba, Érico Veríssimo, Sidônio de Carvalho e das Américas – associada à violência e ao constrangimento dos moradores, são alguns dos maiores problemas enfrentados.

No âmbito turístico, os efeitos podem ser ainda mais alarmantes. A mudança no perfil do turismo na região, que passa a ir ao local em busca de turismo sexual, e a influência disso nos investimentos programados pelo setor no bairro, principalmente visando o Pan 2007, preocupam empresários e moradores. Serão oito novos hotéis, com 1.550 quartos, e investimentos previstos de aproximadamente R$ 290 milhões, que podem ser afetados.

A prostituição de mulheres e travestis pode afastar o viajante com poder aquisitivo alto, que busca tranquilidade e segurança, e atrair um outro perfil, que viaja em busca de sexo. Corremos o risco de ver o turismo na região se desqualificar, algo que traria prejuízos para os negócios em geral e, principalmente, os setores de viagens e entretenimento.

A lei diz que prostituição não é considerada crime pelo Código Penal. Os artigos 228, 229, 230 e 231 condenam, no entanto, o favorecimento, as casas de prostituição, o rufanismo (viver à custa de prostitutas) e o tráfico de mulheres. A prostituição, quando envolve menores de idade, é crime. A dúvida nesta questão é de quem deve ser a responsabilidade sobre o problema, já que os governos federal, estadual e municipal não se entendem sobre o assunto.

Por esta razão, a Associação Brasileira de Hotéis do Rio, ABIH-RJ, na qualidade de entidade comprometida com a imagem e o desenvolvimento da atividade turística no Rio de Janeiro, além de parceira do poder público em inúmeras ações de promoção da cidade, reivindica, em nome do povo carioca, que os poderes competentes se comprometam para impedir que a orla marítima, tão conhecida internacionalmente, se transforme numa grande casa de prostituição ao ar livre, como já aconteceu em outros pontos da cidade.

Alfredo Lopes é Presidente da Associação da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ)

Fonte:ARTEIRAS COMUNICAÇÃO


Atenção aos turistas da terceira idade!

Nos países em desenvolvimento, a terceira idade compreende os indivíduos com 60 anos ou mais. Dados demográficos da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstram que o número de pessoas nesta faixa etária vem aumentando progressivamente. E esse grupo está sendo considerado cada vez mais importante para a atividade turística.

Por outro lado, os indivíduos da terceira idade apresentam características biológicas, psíquicas e sociais específicas que devem ser consideradas quando eles realizam viagens. O conhecimento das preferências e gostos dessas pessoas pode auxiliar na melhoria dos serviços oferecidos a elas.
 
Segundo pesquisa efetuada em viagens rodoviárias com diversos grupos de indivíduos dessa faixa etária, observou-se que a maioria esperava fazer novas amizades, desejava dieta balanceada, com inclusão de alimentos dietéticos, e que também fosse servido um chá à noite. Alguns esperavam realizar atividades físicas, enquanto outros desejavam descansar.
 
Muitos queriam conhecer pontos de interesse cultural, mas quase todos desejavam parar em lojas para pequenas compras. A maioria esperava encontrar festas e bailes nas viagens e que os ônibus fossem confortáveis.
 
Quase todas essas expectativas foram atendidas, com exceção de algumas, como a existência de dieta alimentar balanceada e doces dietéticos; maior número de visitas culturais e realização de festas ou bailes durante as viagens.
Constatamos que o acesso ao interior do ônibus ofereceu dificuldades pela existência de escada com degraus altos, porém o atendimento oferecido pelos guias foi, de maneira geral, bastante adequado.
 
Procuramos também investigar os motivos pelos quais o número de mulheres nas viagens era sempre maior que o número de homens. O resultado das diversas entrevistas com os indivíduos do sexo masculino mostrou que eles viajam pouco porque não encontram nas viagens atividades que os motivem, tais como palestras sobre temas interessantes, jogos, competições e passeios culturais. Muitos alegaram que não viajam porque ainda se encontram no mercado de trabalho.
 
Baseados nesses resultados, oferecemos algumas sugestões para que se possa cada vez mais aperfeiçoar o atendimento oferecido aos indivíduos da terceira idade em viagens, indo de encontro às expectativas desse segmento que a cada dia é mais importante para a atividade turística:
Que se ofereça uma opção de dieta balanceada, com pouca gordura, nas viagens que incluam alimentação; Que nessas refeições sejam oferecidas sobremesas dietéticas, sem adição de açúcar e com baixo índice de gorduras; Que as viagens incluam passeios por lugares de interesse histórico-cultural e que os guias forneçam explicações sobre a história do local visitado; Que as agências que comercializam roteiros rodoviários para turistas de terceira idade pensem em organizar, com maior freqüência, festas ou bailes, que irão possibilitar uma maior integração entre os participantes das viagens; Que, na primeira noite do tour, também sejam realizadas palestras, que abordariam assuntos como os aspectos culturais e paisagísticos dos locais a serem visitados; Também seria bem-vinda a distribuição de um livreto com informações sobre a população do local - como é sua composição étnica e quais são os recursos que permitem que esse local sobreviva, por exemplo - e que também informe em que medida essas localidades são pólos turísticos; E, finalmente, visando a atrair o público masculino, sugerimos que se organizem atividades como palestras sobre temas atuais ou campeonatos esportivos, dirigidos especificamente a esse público.
Fonte: http://www.estadao.com.br/suplementos/viag/viag017.htm

 
MP 183 APROVADA EXCLUI AGÊNCIAS DE VIAGENS DE AUMENTO DA COFINS

Confirmado: as agências de viagens acabam de ser excluídas do aumento da Cofins, que havia sido estabelecido pelo Governo no começo do ano. A vitória se deve à inclusão do segmento na Medida Provisória 183, votada hoje (dia 7 de julho) na Câmara dos Deputados, seguindo agora para apreciação no Senado. "A vitória foi fruto de mais um trabalho de mobilização da ABAV e de outras entidades. Temos de agradecer também o apoio do Ministro Walfrido dos Mares Guia, que defendeu nossa causa junto ao Presidente da República", afirmou o presidente da ABAV, Tasso Gadzanis.

Ele também fez questão de lembrar o empenho do deputado Ricarte de Freitas (PTB-MT) na articulação para inclusão do segmento na emenda, e do deputado Mário Negromonte (PP-BA), relator para a votação da Medida Provisória 183, que foi sensível ao pleito das agências de viagens.

"Por fim, agradecemos aos agentes de viagens que nos enviaram documentação, comprovando a inviabilidade técnica do aumento do tributo e, contribuindo, assim, para levarmos os subsídios necessários ao Governo Federal", acrescentou Gadzanis.
Fonte: abva nacional


O Hotel recomendado em Pedro do Rio, RJ  é o:

 

Solar Fazenda do Cedro

Uma pousada exclusiva, inserida no interior de uma fazenda produtiva, em Petrópolis, pode ser a alternativa ideal para um breve ou longo descanso. Dois restaurantes com chef exclusivo e uma excelente carta de vinhos, sala de estar com lareira, piano e um salão para convenções... No entorno, lago, ciclovia, quadra de tênis, trilhas para caminhadas e passeios a cavalo, sempre acompanhados de guia, charrete, trator, ordenha...

O Solar Fazenda do Cedro oferece 5 trilhas, de grau leve a intenso, para a prática de ecoturismo

BR 040 Km 45

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