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Ione Bonfim

A Melhor Idade – Enfim o respeito  Marketing e Qualidade : O sucesso de um empreendimento Transportes Turísticos no Brasil – parte I

Administração Hoteleira, ame-a ou deixe-a    

Os Cantinhos de Sampa Turismo Regional – Valorizando o que é do nosso país   
Cidade de São Paulo comemora 450 anos Passeio de Barco pelas Margens do Rio Tietê em São Paulo Turismo Social- Lazer ao alcance de todos
Estabelecimentos Hoteleiros com Tecnologia Avançada ... e o atendimento ?

São Paulo mostra suas novas faces

Você sabe o que é a AMITUR ?

É logo ali ... tão pertinho da capital paulista

Guia de Turismo – Um profissional de respeito

 

Publicada em  22.02.06 edição 1.207

Guia de Turismo – Um profissional de respeito

Antes de tudo, vamos esclarecer: Guias turísticos são os impressos onde constam informações turísticas selecionadas da cidade, por exemplo o Guias 4 Rodas, guias da Folha de São Paulo, entre outros.  

Guia de Turismo, é o profissional que - devidamente cadastrado na EMBRATUR ou em órgão delegado -, tenha como função acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos, em traslados,, visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais, internacionais ou especializadas..  Atividade esta que já é reconhecida como profissão, desde 1986. 

O Guia de Turismo presta informações histórico-geográficas, culturais e artísticas sobre os destinos turísticos, com desenvoltura, segurança e clareza. A apresentação pessoal deste profissional deve se adequar ao ambiente, à atividade e ao grupo que conduz, sabendo abordar o turista nos momentos necessários, considerando suas origens e cultura, mantendo uma postura respeitosa e profissional, demonstrando equilíbrio emocional, criatividade, ética e responsabilidade. 

Este profissional deve levar e trazer um grupo de turistas com segurança, conforto, cumprindo o roteiro, minimizando os problemas e ainda com bom humor e simpatia. O guia realiza sonhos. Ele está presente exatamente nos momentos nos quais o turista quer aproveitar ao máximo seu lazer. E depende deste  profissional o sucesso  da viagem. Ele pode torná-la uma experiência inesquecível e encantadora.  

O conhecimento teórico do guia de turismo deve ir além de curiosidades. Um profissional que se mantém informado, lê, viaja, participa, atua, estuda, com certeza será um profissional requisitado.

Vale acrescentar que seria muito bom se houvesse mais cumplicidade e ética entre esses profissionais começando pelo respeito aos guias locais que em alguns momentos são marginalizados. 

Voltamos ao conceito que o País é bonito por natureza, com seus recursos naturais e culturais, mas sem estrutura não adiantará receber os turistas, sem termos um operacional sintonizado, sem material humano qualificado nada funciona. Com um guia de turismo bem informado, que receba com simpatia, a viagem, certamente,  será muito mais divertida e interessante. E o “sonho” será realizado! 

Agências e operadoras, quando começam suas atividades, pensam em montar seus roteiros, e lucrar com a demanda, mas devem se lembrar também de valorizar o profissional que guiará esta demanda, os seus turistas e clientes. O guia deve ser bem orientado e esclarecido sobre as regras da empresa, para que ele possa apresentá-la de maneira adequada e eficiente.  

As agências e operadoras de viagens vendem, mas o guia de turismo é o contato direto com esses público. É quem dita as regras e depende do seu desempenho a satisfação do turista que – se satisfeito – pode voltar ( ou indicar) o local visitado. Um guia de turismo qualificado e bem treinado com certeza, será um bom diferencial para esta empresa.  

Registro meu agradecimento para os guias que me conduziram em tantas viagens e fizeram dessas minhas experiências momentos inesquecíveis. E graças ao desempenho de cada um,  conseguiram com tanta presteza e gentileza, revelar todos os melhores pontos turísticos do local visitado, com muita competência.  Alguns deles, formados pela ABL Associados, empresa que realiza cursos para guias de turismo.  

Já tive o azar de presenciar guias falando de costas para os turistas, deixando-os para trás ... e seguindo com o roteiro naturalmente. Quando guias de turismo atuam indevidamente o consumidor / turista poderá registrar suas reclamações. O que constitui infração de acordo com a Embratur :  

I – induzir o usuário a erro, pela utilização indevida de símbolos e informações privativas de guias de turismo cadastrados;
II – descumprir total ou parcialmente os acordos e contratos de prestação de serviço, nos termos e na qualidade em que forem ajustados com os usuários;
III – deixar de portar, em local visível, o crachá de identificação;
IV – utilizar a identificação funcional de guia cadastrado fora dos restritos limites de suas atribuições ou facilitar, por qualquer meio, o seu exercício aos não cadastrados;
V – praticar no exercício da atividade profissional, ato que contrarie as disposições do Código de Defesa do Consumidor ou que a lei defina como crime ou contravenção.
VI – faltar a qualquer dever profissional imposto no presente Decreto;
VII – manter conduta e apresentação incompatível com o exercício da profissão
Parágrafo único – Considera-se conduta incompatível como exercício da profissão entre outras:
A) prática reiterada de jogo de azar, como tal definido por lei;
B) a incontinência pública escandalosa;
C) a embriaguez habitual.

Fica atento, exija seus diretos. Boa Viagem !!! Descubra o Brasil.  

Para saber mais : 

Livro : Condução de Grupos de Turismo – Paulo Jorge Carvalho – Editora Chronos 

Site do Ministério do Turismo : www.sistemas.turismo.gov.br/guias 

Cursos para guias de turismo : www.ablassociados.com.br 

Reclamações de guias de turismo : cade-sp@embratur.gov.br


Publicada em  02.02.06 edição 1.194

É logo ali ... tão pertinho da capital paulista

Acabaram as férias coletivas, deu aquele desanimo de início de ano ... acalme-se ainda tem os feriados e fins de semana para motivar o novo ano que se iniciou.

Recebeu visita dos parentes distantes e não sabe para onde levá-los ... e ainda bateu aquela vontade de pegar uma estrada ? Aceita uma sugestão, pertinho de Sampa... o interior paulista.

Logo de manhã, em um sábado, domingo ou feriado, conheça Atibaia. Conhecida pela festa dos morangos e ainda os moradores dizem com orgulho que a cidade oferece o segundo melhor clima do mundo. Se é verdade ou não, a melhor forma de saber é ir até Atibaia e entrar no clima do interior. Tranqüila e com boas opções de lazer. Estando na cidade, se desejar aproveite o café da manhã, na Padaria Kekos, ou quem sabe no Café Belô, a proprietária vende um gostoso bombom com recheio de paçoca. Diferente e gostoso.

Se no grupo tiverem pessoas que gostam de caminhar, dê um pulo até a Pedra Grande ou até mesmo, aos mais aventureiros se arriscarem em um pulo de asa-delta.

Mas, se preferir continue na estrada e vá conhecer a Cachoeira dos Pretos, com 154 m de altura, em Joanópolis, um lugar pacato mas com uma estrada belíssima, cercada por montanhas, com uma vista repleta de verdes. Digno de uma parada na estrada para sentir o ar e respirá-lo. Brinque ainda com o grupo sobre o divertido folclore da cidade ser conhecida por ser a capital do Lobisomen. Tem moradores que afirmam que viram ... se desejarem confirmar, vá em noite de lua cheia e passeie pelas matas e quem sabe você poderá confirmar a história. Eu prefiro não arriscar.

Se cansou, e ficou com fome ? Então o seu destino agora é Piracaia, almoce no Restaurante Donana. Filé mignon, coberto com mussarela e presunto, servido com ervilhas, palmito, banana e arroz à grega. Um prato que satisfaz 3 pessoas, e com um preço acessível.

Prefere petiscar ou comer um lanche ? Então dá um pulo em Bragança e prove as famosas lingüiças calabresas. Ela poderá ser saboreada com cebolas fritas, tomate, ou em sanduíches com mussarela e molho vinagrete.

Ficou satisfeito ? Claro que não, ainda tem o fim do dia para curtir. Dê um pulo em Piracaia e prove as caipirinhas no Alambique do Lafaiete, uma das mais pedidas é a de manjericão com hortelã, peça uma porçãozinha de nózinhos de mussarela para acompanhar e aproveite o local para um bate papo ao ar livre.

Ainda em Piracaia, passe no Cruzeiro, e se tiver disposição suba os quase 500 degraus até o mirante. No local do crucifixo tem um bonito jardim e da para ver toda a cidade, paisagens de montanhas cenários de cartão postal. Organizada pela Ong Pé na Estrada, que realizam eventos para arrecadar fundos e manter a manutenção do local.

Chegou o momento de pegar a estrada de volta ... então, finalize este dia divertido e cheio de lazer, no Donuts, em Atibaia, com um cafézinho agradável. Peça um café com canela, ou até mesmo, prove a bebida que é criação da proprietária: café com leite e macadâmia, um dos aromas que a casa oferece, misturados na bebida quente.

Se quiser, pode parar no Café na Montanha, ainda em Atibaia, e comer um torta doce, e para o papai, saborear o café com bayles.

Aproveite a viagem. Preste atenção ao seu redor. No verde, nas pessoas. Converse com os moradores. Curta a manhã com seus parentes e saiba que São Paulo tem muito mais, e espero contar mais para vocês na próxima. Até mais!

Fonte: Ione Bonfim Gomes - Turismóloga pela Universidade Paulista (UNIP)


Publicada em  21.10.05 edição 1.129

São Paulo mostra suas novas faces

 No sábado, dia 15/10, a cidade de São Paulo foi homenageada da melhor maneira possível. Numa parceria da São Paulo Turismo e do São Paulo Convention & Visitors Bureau, o programa “São Paulo Meu Destino” foi apresentado ao trade turístico. 

Na programação, não faltou empolgação dos profissionais convidados, entre eles operadores, agências, agentes de viagens e o trade de todo Brasil. Cerca de 300 profissionais estiveram presentes. Todos interessados nas novas atrações turísticas da capital paulista. Na apresentação deste plano estratégico e das ações para o segmento turístico, Caio de Carvalho, presidente da SP Turis (ex Anhembi Turismo), ressaltou que São Paulo não pode ser mais comparada a Nova Iorque, ou outra capital do mundo, pois já tem sua característica própria, e pode muito bem andar com seus próprios potenciais turísticos.  

“São Paulo não quer se vender para o agente e o operador de Turismo, quer convidá-lo a ser sócio, para que juntos iniciemos um grande e inusitado projeto a fim de consolidar aqui um turismo receptivo, criativo e qualificado, que seduza e conquiste o imaginário de turistas do Brasil e do mundo”, afirmou o presidente da SP Turis.

Durante o evento, os convidados puderam participar dos roteiros temáticos: Arte, Glamour, Família, Verde, Faces e Religiões, Bem-Estar e São Paulo dos Paulistanos que foram desenvolvidos pelas agências e operadoras de turismo, de São Paulo, em parceria com a SP Turis. 

O objetivo do  programa “São Paulo Meu Destino” é aumentar o fluxo turístico de Sampa, não só com foco em negócios, eventos, mas também voltada para o lazer, diversão, cultura, e muito mais. Para isso o programa conta com o apoio da prefeitura municipal, que também esteve no evento.  

O prefeito José Serra parabenizou Caio de Carvalho e demostrou seu interesse em fazer de São Paulo uma cidade turística prometendo um Museu do Futebol, que será montado no Estádio do Pacaembu e terá uma sala dedicada ao Rei Pelé, além de jogos interativos, exposições e filmes entre outras atrações. Serra planeja também criar o Museu da Criança, que a princípio será no Palácio das Indústrias. Estes são alguns dos atrativos que estão sendo estudados pela Prefeitura para incentivar o turismo na cidade.  

Para finalizar, Serra  ressaltou que “o turismo gera empregos e renda para a cidade e isso dinamiza a economia local”.  

Com o mesmo objetivo de fazer São Paulo uma cidade mais atraente para os turístas, acontecerá nos dias 19 e 20 de novembro, o programa "SP 24 horas de Cultura". A idéia é selecionar locais estratégicos na cidade e promover 24 horas de programação cultural. Um dos pontos escolhidos é o Museu do Ipiranga que servirá de palco para 200 apresentações, entre elas, a da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.

Com a proximidade das festas natalinas, outro evento será o projeto "Natal Iluminado", com atrações e shows internacionais. Não pára por aí, a SP Turis, tem diversas medidas para incentivar o turismo de compras, que deverão ser divulgadas nos próximos dias.  

Não podemos deixar de parabenizar tanto empenho e atividade da equipe da SP Turis e todos os envolvidos em fazer da capital paulista, algo mais do que uma cidade só de negócios. São inúmeros os projetos, como o TurisMetrô, TurisCheckup, este último direcionado ao segmento do turismo de saúde, que também fazem parte da série de iniciativas do governo da capital paulista. 

Só temos a certeza de que São Paulo sempre possuiu todo esse potencial, só faltavam a iniciativa e empenho para descobrir e colocar em prática tantos projetos. Agora só faltam os atores principais, os nossos visitantes, que poderão conhecer tudo o que a cidade oferece. Que venham nossos convivas. Boa Sorte a São Paulo. Parabéns aos envolvidos neste belo projeto.  

Ione Bonfim Gomes - Turismóloga pela Universidade Paulista (UNIP)


Publicada em  01.06.05 edição 1.032

Os Cantinhos de Sampa

São Paulo precisa deixar de ser rotulada como uma cidade só de negócios. Com isso, muitas vezes passam despercebidas as inúmeras opções de lazer, conforto e diversão que surpreendem seus visitantes. 

Por exemplo: se você quer almoçar em um lugar em meio à Mata Atlântica, sem pressa, com atendimento personalizado, precisa conhecer o restaurante Quinta da Canta. O proprietário sempre enfatiza que o restaurante é de slow food, onde o que importa é ter uma refeição gostosa e que dure bastante. Você pode chegar às 13h e sair às 17h ou mais tarde: a mesa será sua pela tarde toda. 

Temos cantinhos especiais para todos os gostos e desejos. Para quem curte as visitas culturais, a Faap está com uma exposição interessante sobre A Herança dos Czares. Na mesma rua, dá para passar no Doida Café e saborear um delicioso café em um lugar aconchegante. 

E não podemos esquecer do resgate cultural do centro de São Paulo. Conhecer a história paulistana e tirar fotos de belos projetos arquitetônicos durante o percurso a pé sempre é uma boa pedida para um domingo de manhã. No centro, sempre há agradáveis descobertas. Uma boa novidade é um café com todo o requinte, o Café Latte, para os que gostam de um lugar confortável para conversar e saborear um café bem tirado. 

Ainda no centro, para os apaixonados, o mês de junho está chegando e a temporada de fondue à luz de velas no Hotel Othon estará de volta. Uma vista cinematográfica do centro à noite, um vinho, sua melhor companhia e um bom brinde a dois: sem dúvida essa é a receita de sucesso de um encontro romântico. 

Como não poderia deixar de ser, ainda há as pizzarias. Se você quer um lugar sossegado para um bate-papo com um bom amigo, vá ao Bendita Hora, Vá sem pressa e sem um olhar critico sobre o atendimento, que é confuso, mas feito com boa vontade. 

Sampa também tem cor, é divertida e agrada a todos. Veja, por exemplo, a Parada Gay, na Avenida Paulista. Esta capital que alguns consideram a terra da garoa é o lugar para todas as tribos. Seja paulista, brasileiro ou estrangeiro, todos serão sempre bem-vindos. 

Falando em várias culturas em um único lugar, não poderiam faltar dois grandes eventos na mesma semana. Dê uma passada no Salão do Turismo, que acontecerá na Expo Center Norte. Lá você poderá conhecer um pouco do diferencial do nosso país, que continua lindo por natureza. E parar completar, vá para a Sala São Paulo Turismo, no Centro de Eventos São Luís, que divulga todos os belos lugares do estado de São Paulo, e saiba mais sobre uma cidade charmosa chamada Santa Fé do Sul. 

E fica uma pergunta, qual monumento, lugar, representaria a cidade de São Paulo ? Na minha opinião são tantas as faces de Sampa, que será difícil dizer que a Avenida Paulista é a cara da cidade. Poderia arriscar que São Paulo tem muitas faces e receberá todos de braços abertos.

 Até a próxima matéria !  


Publicada em  16.05.05 edição: 1.022

Turismo Social – Lazer ao alcance de todos

 Qual é o papel do turismo, para as sociedades desenvolvidas ou em desenvolvimento e carentes?

 Falamos tanto em turismo, sempre preocupados com a terceira idade, o atendimento, transportes, os profissionais qualificados ... mas esquecemos algo que talvez seja o mais importante: o lazer, a ocupação do tempo livre.  

Nem todos, infelizmente, têm acesso ao descanso em lugares paradisíacos, confortáveis, a conhecer países distantes ou mesmo lugares próximos que nos ajudam a esquecer qualquer problema durante o tempo de uma viagem. 

Refiro-me à classe social baixa, que não tem acesso a tantas opções de roteiros turísticos pelo mundo. As agências e operadoras de turismo não desenvolvem roteiros para esse público.   

O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, tem uma das divisões de renda mais desiguais do mundo. 

Poucas entidades promovem o turismo social. Certo, existem colônias de férias e clubes, mas eles não têm as regalias de um hotel ou a tranqüilidade de uma pousada. As pessoas de que estamos falando, ao viajar, acabam ficando na casa de amigos ou parentes na praia mais próxima, para economizar nas despesas com a família. 

O Sesc – Serviço Social do Comércio –  desenvolve atividades culturais, de saúde, lazer, educação e até assistência social. Fiz uma viagem por intermédio do Sesc recentemente, e confesso que gostei do tratamento: hospedagem, transporte, alimentação etc. O guia de turismo enfatizou a necessidade de transformar a viagem em mais que uma simples ocasião de lazer: uma oportunidade para os viajantes fazerem amizades em um clima harmonioso. Uma chance de fazer o viajante se sentir inserido na comunidade. 

O turismo não é só lazer, é convivência, amizade, relacionamentos, descoberta de novidades, conhecimento de coisas diferentes. Há tantas outras maneiras de aproveitar uma viagem.  

Existem poucas publicações voltadas para quem gostaria de viajar bem e pagar menos. É o caso do guia Viajar Bem e Barato, da Editora Abril. Nele constam opções mais econômicas de hospedagem, como camping e albergues.  Já tem uma nova edição, nas bancas.  

Mesmo assim, a população carente também merece desfrutar de momentos inesquecíveis e participar ativamente de eventos culturais, de lazer e educação. Não adianta falarmos que é culpa do governo ou de alguma outra entidade com fins lucrativos. É uma obrigação da população privilegiada receber a classe social mais carente no circulo de convivência e fazer com que este país seja realmente bonito por natureza, não somente em belezas naturais e culturais, mas também no convívio social, respeitando cada vez mais o próximo. 

Isso significa que o sr. Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, deveria criar uma agência voltada para o público de suas lojas? Ou será que só a classe social com alto poder aquisitivo poderá conhecer destinos que tornem suas férias inesquecíveis ? 

Turismo é necessário para todos.

Ione Bonfim Gomes - Turismóloga pela Universidade Paulista (UNIP) 

Para saber mais :Guia Viajar Bem e Barato – edição 2005 – Editora Abril S/AGuia do Sesc – Serviço Social do Comércio


Publicada em  07.04.05 edição: 999

Estabelecimentos Hoteleiros com Tecnologia Avançada ... e o atendimento ?

Conversando com vários colegas, notei que a grande frustração deles é o atendimento nos estabelecimentos hoteleiros.

Um desses colegas, profissional responsável pela divulgação de hotéis para uma publicação de credibilidade, me relatou que a hotelaria brasileira está cada vez mais inovadora no que diz respeito a sofisticação e a tecnologias de ponta: banheiros aquecidos com higienização, cozinhas adaptadas com fogão móvel e cooktop elétrico, quartos com travesseiros de plumas de gansos, e cada vez mais se surpreende com o que a informatização está facilitando o conforto dos hóspedes e turistas.

Mas em seguida, esse mesmo profissional fez algumas ressalvas com relação ao atendimento e isso veio ao encontro com o que vivenciei em recente viagem e estada em um empreendimento hoteleiro. Percebi que mesmo investindo tanto em colocar os melhores sistemas, os empresários estão esquecendo a ferramenta principal: o atendimento.

A frieza com a qual estamos sendo recebidos nestes locais dotados de tecnologia de ponta, é de assustar e frustrar o visitante menos exigente. Do atendimento telefônico à recepção, o susto é grande. A telefonista é fria e nem espera concluir a pergunta e já somos transferidos para a recepção, sem uma saudação.

Hospedei-me num SPA, em uma cidade bem próxima de São Paulo. Esse não perde nada em conforto, mas o atendimento, deixou e muito a desejar. Aquela simpatia e carisma que pelas quais os brasileiros são conhecidos estão sendo esquecidas e engavetadas. Não seria melhor, funcionários que não tem condições de lidar com o público serem afastados da linha de frente ?

E o mais interessante é que estes estabelecimentos pedem para preenchermos a ficha de opinião do local, mas fica a pergunta, alguém lerá a nossa reposta ?

O que falta é a cordial saudação e a famosa frase "posso ajudá-la em mais alguma coisa" ? Olhar no rosto do cliente. Superar a expectativa dele. Fazer com que ele se lembre de você no futuro e retorne ao hotel exatamente porque guarda boas lembranças do atendimento e do serviço. Mas da maneira como estamos sendo atendidos jamais lembraremos de uma recepcionista, de uma telefonista que nem sequer diz bom dia ao hóspede. Isso é um dos marketing negativos mais desagradáveis que um empresário pode receber de feedback.

O brasileiro é conhecido pela cordialidade, pela alegria e simpatia. Se perdemos este diferencial, o que será do nosso turismo, já que temos muito ainda a fazer nos quesitos: segurança, acessos, transportes, capacidade de carga e tantos outros que não podem passar despercebidos para sermos um país receptivo e crescermos no ranking da OMT.

Vamos buscar em cada um de nós aquela gentileza peculiar e mesmo com tantos problemas próprios de um país em desenvolvimento, vamos tentar trabalhar com prazer e contribuir para que o turismo no Brasil seja um facilitador para resolvermos alguns dos nossos problemas.

Encantar o turista pode ser o nosso ponto de partida.


Publicada em  19.10.04 edição: 889

Turismo Regional – Valorizando o que é do nosso país 

Ao visitar uma cidade turística, uma das maiores expectativas, até mesmo curiosidade, é conhecer o que esse lugar tem de bonito e diferente. E um dos produtos turísticos mais procurados e valorizados são os artesanatos, a comunidade local, a história do lugar, a vida e a arte desse povo.  

Aleijadinho, que fez as belezas esculturais de Minas Gerais e as pinturas de Ataíde. A bondade de Mãe Menininha, deixando registrada uma história de religiosidade, respeitada na Bahia. As rendeiras, que bordam seus bilros e rendas no nordeste. Os artesãos, que tiram de argila, palha, madeira, esculturas e desenhos ricos em criatividade e qualidade. Estamos falando de turismo regional, que deve ser lembrado e nunca esquecido, que foi feito e deve ter continuidade, passando de “pai para filho”, como já dizia o rei do Baião Luiz Gonzaga, para seu filho Gonzaguinha.  

Se formos além, lembraremos de personalidades famosas. Da poetisa Cora Coralina, do escritor José de Alencar, do rei do Baião Luiz Gonzaga, tantos que deixaram suas artes gravadas na memória dos brasileiros e muitos que estão mantendo-as ainda vivas.

Tudo isso é banhado por um tempero único e saboroso: a culinária brasileira, que é de dar água na boca. Viajando pelo país, passamos pela carne-de-sol, símbolo da cozinha do sertão, acompanhada da macaxeira, que faz parte da cozinha paraibana; a galinhada com pequi, da cozinha goiana; o famoso acarajé, da culinária baiana; o barreado, presente nos pratos da região do sul; a feijoada, da capital paulistana; os doces mineiros; a cozinha do litoral, repleta de várias espécies de frutos do mar. 

Não é só de sol e mar que vive o Brasil. Aqui tem tudo e muito mais. Temos os pescadores, que nos ensinam, com seus artesanatos, que se vive em paz quando se está de bem com a natureza. Ou queremos mais simplicidade do que as redes de pescar, que são feitas por mãos cansadas, mas honestas, com seus trabalhos árduos nas madrugadas do dia a dia? Eles que ensinam que “Deus ajuda, quem cedo madruga”. 

E as nossas festas? São tantas: o carnaval, os festivais folclóricos de Parintins-AM, festas religiosas em Salvador-BA, os Rodeios na região sudeste, o Círio de Nazaré, no Belém-PA, festa do Divino em Alcântara-MA, são tantos momentos de confraternização, de amizade, de “globalização regional, nacional e internacional”, todas juntas em uma festa junina colorida e cultural, neste país todo brasileiro. Do Oiapoque ao Chuí, o Brasil tem de tudo. O que se procurar, aqui você acha.  

Os produtos brasileiros podem gerar riquezas ao nosso país. É o exemplo da Natura e do Boticário, que utilizam um desenvolvimento sustentável, extraindo produtos da natureza e gerando empregos para aqueles que moram na região e não tinham onde trabalhar. Esses produtos são exportados, valorizando a nossa cultura. Se o produto internacional (globalização) é tão adquirido no nosso país, quem diria que as Havaianas e a cachaça 51 também seriam produtos consumidos e comprados por tantos estrangeiros? 

A globalização deve existir, bem como a mistura das raças e da cultura, mas sem esquecer jamais do que temos aqui. Os artesãos, as rendeiras, os pescadores, de norte a sul, leste e oeste, não podem ser esquecidos. Nossa história é regada de produtos brasileiros. O chimarrão do Sul; os azulejos pintados de São Luís; a cachaça da região capixaba; os artesanatos de barro do sertão. Com isso lembramos da tão sábia letra de Gonzaguinha: 

Minha Vida é andar por esse país

Pra ver se um dia descanso feliz

Guardando recordações

Das terras onde passei

Andando pelos sertões

E dos amigos que lá deixei

 

Chuva, sol, poeira e carvão

Longe de casa sigo o roteiro

Mais uma estação

E a alegria no coração

 

Mar e terra

Inverno e verão

Mostro um sorriso,

Mostro alegria

Mas eu mesmo, não

E a saudade no coração. 

De acordo com o Programa de Regionalização do Turismo, os produtos turísticos criados pela comunidade local terão maior valor. Através de oficinas idealizadas para organizar, catalogar e distribuir estas artes manuais, haverá uma renda para os artesãos, garantindo a continuidade desse produto, que será colocado à venda nos locais visitados pelos turistas, incluindo hotéis, restaurantes e quiosques de compras. Mas o que é mais importante é que cada produto terá a marca ou selo do seu criador, ou seja, tipicamente brasileiro. 

Mas fica uma dica para os empresários que pensam em montar seus empreendimentos. Ao escolher o local, informem-se junto ao Conselho de Turismo da cidade sobre produtos nativos e utilizem esses produtos para montar seus cardápios, pois a variedade gastronômica é surpreendente. Pensem também nos artesanatos e demais itens que poderão valorizar ainda mais a cultura desse local. Até a próxima !  

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From: ivanildo
To: hotelsclubnews@lecabel.com.br
Cc: Ivanildo de Souza
Sent: Wednesday, October 20, 2004 8:01 AM
Subject: Para a redação

Bom dia
Gostaria de uma informação sobre hospedagem e responsabilidade do hotel com relação a segurança do hóspede.
Em julho p.p. estive participando de um turismo com um grupo da cidadde do Rio de Janeiro, e durante a hospedagem em hotel na capital Vitória/ES, o aptº do guia foi aberto e subtraído de sua bolsa de documentos parte do dinheiro(R$ 500,00) destinado aao pagamento das diária do grupo que eram 25 participantes mais a guia.
A gerente informou que o hotel não tinha responsabilidade para com o fato ocorrido, que o hotel não tinha seguro e não iria arcar com o ressarcimento da quantia roubada, a guia foi a delegacia e registrou o caso que ainda está em investigação, pois, esse não é o primeiro nem o terceiro caso que ocorre.
Uma outra pergunta é sobre a questão da gratuidade. Sempre ouço falar que qualquer estabelecimento hoteleiro dá ao condutor do grupo gratuidade de sua hospedagem, nesse hotel foi cobrada da guia a hospedagem e o jantar dos dois motoristas que conduzia o ônibus. Essa cobrança é legal? Tem alguma norma nas leis que regem o nosso turismo?
Peço sua informação até para alertar a nossa amiga que nos conduziu sobre o assunto.
No aguardo de sua informação,
Atenciosamente
Ivanildo Macedo - souzamacedo@yahoo.com  ivanildo@rj.socicam.com.br

Publicada em  26.08.04 edição: 855

Passeio de Barco pelas Margens do Rio Tietê em São Paulo

 Falávamos de transportes turísticos. Das dificuldades de acesso e da necessidade de mudanças em nossos meios de locomoção. Comentávamos também sobre os passeios de trem e lugares que poderiam contar com mais opções de transportes. Alguns projetos em São Paulo, visualizam isso, voltados para a imagem de turismo de negócios e eventos. Precisamos o quanto antes identificar outros segmentos. Esses novos projetos virão justamente para demonstrar que aqui há muito mais que apenas  monumentos.  

Os city tours são os passeios culturais que quase todas as principais cidades turísticas do mundo oferecem. Mas tradicionalmente são apresentados sempre os mesmos lugares, portanto aqueles que são evidenciados em revistas de turismo e que os visitantes ficam ansiosos por conhecer, acreditando realmente que serão surpreendidos. Pode ser que tenham sorte ou não. Em alguns casos, profissionais do turismo sabem disso, que as surpresas estão exatamente nos lugares desconhecidos e pouco visitados.  

Cabe a nós fazermos o inusitado. É o caso do rio Tietê. Alguém já pensou em levar turistas para passear pelo rio? A maioria das respostas serão negativas. Mas, ainda bem que o turismo é um infinito de opções e idéias. Turismo: geração de renda, oportunidades de emprego, lucratividade para os empresários envolvidos com os segmentos turísticos e a melhor ferramenta para mudar a imagem negativa de tantas cidades que ficarão prontas para receber e mostrar novos meios de lazer. 

Precisamos trazer à cidade de São Paulo um reconhecimento que o que se conhece. Fazer com que seja notada por seus patrimônios, sua cultura, seu lazer. Tem muito mais, sabemos disso. Aqui tem natureza, parques, belezas naturais. E sem esquecer o Vale do Anhangabaú, Parque da Luz, agradáveis para um passeio, com suas árvores frutíferas. 

Precisamos vender o que não se vê. Surpreender. E o principal: deixar o preconceito de lado. Acreditar em novas idéias, ainda mais quando são em benefício de muitas pessoas que estarão direta ou indiretamente envolvidas. 

Com o aprofundamento das calhas, há dois anos que o rio Tietê não apresenta as dramáticas enchentes. Somado a isto, com redução dos odores e a realização de sua limpeza a curto prazo, não temos dúvidas que teremos mais uma opção de transporte turístico. 

Sendo assim, existe a possibilidade de navegar pelo rio, já que a profundidade chega ser em média de dois metros e meio. Se os trabalhadores que estão cuidando da obra navegam pelo Tietê para fazerem sua limpeza, por que não promover um passeio pelo rio que um dia já foi destinado a competições de natação e lazer?  No Brasil, contamos com tão poucas opções de passeios fluviais nos Rios Amazonas, São Francisco, Rio Negro e Solimões. 

Marco Antonio Castello Branco, Secretário Executivo de Turismo da cidade, idealizou este projeto e quer colocá-lo em prática o quanto antes. Certamente, se executado, trará benefícios à população paulistana, como também proporcionará significativo crescimento sócio-econômico aos bairros que ficam às margens do rio, como também dará novo alento a economia paulista. 

Contamos também com as empresas que estão localizadas as margens do rio, poderão ter a oportunidade de ver suas marcas re-valorizadas pela grande visibilidade que terão junto aos visitantes do trajeto. Por enquanto, o projeto limita-se do Cebolão ao Parque do Tietê. Estamos falando de dois mil e quatrocentos quilômetros navegáveis. Destes, sessenta estão na Grande São Paulo e quarenta e um na capital. 

Neste barco navegando pelo rio, que terá uma estrutura adequada, guias de turismo estarão a bordo narrando aos visitantes fatos e episódios que possivelmente nem lembramos, ou que ignoramos. Professores e estudantes poderão transformar suas aulas teóricas em práticas, pois o que foi palco de tanto maus tratos de diferentes geradores de entulhos que eram jogados em suas águas, será o mesmo cenário para a esperança de uma cidade melhor. O volume de informações que teremos, são ruas, avenidas, pontes que surgiram com fatos marcantes, que neste momento serão lembrados. 

Um propósito educacional levará um aprendizado de que devemos preservar o nosso meio ambiente e valorizar os nossos recursos naturais e culturais. Temos certeza que cientistas biólogos apreciarão acompanhar esta idéia de perto. Uma nova técnica de aprender com o turismo. Será uma nova opção de lazer para toda a família, pois o trajeto vai contar com uma infra-estrutura capaz de atender à demanda e também, no futuro, amenizar os problemas de locomoção na cidade. 

Mudas de flores e árvores, serão plantadas, deixando mais arborizadas e com uma visão mais bela para os moradores da região e seus visitantes. Aconteceu com o Projeto Pomar, muitos pássaros freqüentam as margens do Rio Pinheiros. E lembrando mais uma vez, o Centro de São Paulo que está sendo restaurado e gerando passeios culturais. Locais que sequer eram reconhecidos como apropriados para visitação turística, hoje vivem uma nova realidade.  

Estamos falando de um projeto que é aparentemente inviável, mas que se for colocado em prática provará mais uma vez que o turismo gera oportunidades e melhorias. No entanto, um fator é importantíssimo: a aprovação da comunidade local. Em outras palavras, nós paulistanos, acreditarmos na revitalização do rio Tietê, no crescimento do turismo através de meios como este, que podem trazer benefícios para todos. Trânsito mais livre, conscientização para as limpezas nas ruas e rios, mais árvores, empresários cuidando dos arredores da sua empresa e colaborando com a harmonia da região. 

Cada cidade possuí suas singularidades. Oferece espetáculo diferenciado. Possibilidades que criam um grande poder de atração. Vamos fazer de São Paulo uma cidade turística, com opções de lazer em sua bela noite, com sua população satisfeita por morar aqui. E por falar de noite, já pensou em um barco passeando pelo rio Tietê em uma noite tão iluminada e bela quanto a da Cidade de São Paulo? Luzes, câmera, ação!

 Para saber mais : 

http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/turismo/int_hidro.htm 

Sugestão de Leitura : 

TOLEDO, Roberto P. Capital da Solidão, A. 1ª edição. São Paulo. Objetiva. 2003.


Publicada em 15.07.04 edição: 827

Transportes Turísticos no Brasil – parte I 

Em lugares fora do Brasil, como Europa e Estados Unidos, é bem comum os turistas viajarem de trem e metrô, facilitando a locomoção e o acesso para as outras cidades. No Rio de Janeiro, existia o trem de prata, que proporcionava uma charmosa viagem pelos trilhos da capital. Infelizmente, esse trajeto de transporte turístico não existe mais. Mas foi um dos passeios mais charmosos no Brasil, igualando-se aos passeios de trem europeus. 

De acordo com a Embratur, no caso de turismo doméstico, os ônibus de linhas e os próprios carros dos turistas são os meios de transporte mais utilizados. Em hipótese alguma estamos sugerindo reduzir o meio de locomoção apenas para trens turísticos. E sim propomos desenvolver um resgate cultural e até mesmo um aumento de geração de renda para as comunidades locais. Alguns destinos poderão um dia vir a ter uma atração como uma agradável, confortável e inesquecível viagem de trem. E não para fora do Brasil, mas aqui mesmo, dentro do país.  

Mas vamos pensar em algumas cidades que têm o privilégio de contar com um passeio de trem, como :   

·        Vitória  a Belo Horizonte (ES / MG )   A viagem dura 13 horas e proporciona aos passageiros belas paisagens. Com saídas as 7h, todos os dias; 

·        Carajás (MA / PA) – Parte de São Luiz, no Maranhão e vai até Paraupebas no Pará, 851 km distante. Com 13 paradas;

·        Curitiba a Paranaguá (PR) – Um dos passeios mais conhecidos pelos turistas, passa por Morretes, Marumby e tem saídas, todos os dias, em 2 e 2 horas, em média;

·        São João Del Rei A Tiradentes (MG) – São 12km, com duração de 35 minutos, sem paradas;

·        Campos do Jordão (SP) –Existem vários passeios de trem elétrico pela região. E no mês de julho, os turistas contam com mais horários para percurso Pindamonhangaba a Campos do Jordão com saída às 8h;

·        Trem da Serra Gaúcha (RS) – São 23 km de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa, em um trem a vapor.

·        Taubaté (SP) – Parque Municipal do Vale do Itaim – Possui um pequeno trajeto ferroviário percorrido por duas locomotivas.

·        Trem das Águas (MG) – Um trajeto de São Lourenço a Estação de Soledade de Minas, em uma locomotiva da década de 20.

·        Campinas – Jaguariúna (SP) – Com duas paradas, em Jaguariúna ou em Tanquinho. Saídas aos finais de semana;

·        Rio Negrinho – Rio Natal (SC) – Parte do município de Rio Negrinho e desce a Serra do Mar, em Santa Catarina;  

Esses são alguns dos passeios de trem mais conhecidos e que funcionam regularmente.  

Com o crescimento do turismo e a programação cada vez maior do lazer, as cidades precisam se preocupar com o seu desenvolvimento, ou seja, há necessidade fundamental de aprimorar e ampliar os transportes aéreos, rodoviários, terrestres e até mesmo ferroviários, pois é um dos mais baratos. Além de ser um meio de transporte agradável, com belas paisagens para serem apreciadas, é um fator de integração econômica e desenvolvimento regional para as cidades envolvidas. 

Quando programamos uma viagem, até mesmo um passeio de fim de semana, já devemos ter em mente como iremos até o destino desejado. Então entramos em uma situação delicada: os transportes brasileiros. Vamos citar São Paulo, como exemplo. Para visitá-la, imaginem os congestionamentos e outros problemas que afetam todos, de carros particulares a ônibus e táxis. Precisamos pensar no tempo que perderemos de lazer para chegar até um parque, Monumento Histórico, cinema, shows e tantos outros meios de diversão.  

Nem todos os turistas viajam de ônibus ou de carro. Muitos preferem outros meios de locomoção, até mesmo mais agradáveis como o trem turístico. Infelizmente este meio de transporte não faz parte da realidade brasileira, pois são poucos destinos que se beneficiam e oferecem esse resgate cultural de outras décadas.  

O custo com “meio de transporte” é um dos pontos importantes para a programação de uma viagem, ainda mais com crianças, No entanto, a maioria dos turistas brasileiros viaja pelo país de avião, como os estrangeiros. 

Vamos torcer para que isso aconteça, pois viajar de avião já é uma realidade e sem esquecer que já temos projetos de passeios de barco em andamento, tema este para o meu próximo artigo, aguardem !  

Para saber mais : 

http://www.anpf.com.br/turismo_ferroviario.htm

Comentários sobre o artigo

A respeito do artigo de Ione Bonfim sobre Transportes turísticos no Brasil.
 O artigo chama a atenção para a potencialidade do transporte feroviário turístico no Brasil e mostra o que ainda existe em funcionamenmto, muitas vezes de forma precária. Porque este abandono das estradas de ferro. Como quase tudo no Brasil, por politicagem, falta de visão, oportunismo. Vajei muito de trem quando criança, Pela Estrada de Ferro Sorocabana. Naquele tempo, 1940, as estradas de ferro eram particulares e a Cia Paulista de Estradas de Ferro era notória por seus excelentes serviços. Mas, com o advento da modernização das estradas de rodagem, necessárias, a rede ferroviária caiu em abandono, a maioria sendo estatizada e virando "cabide de emprego" paea atender ao clientelismo político. Os mesmos políticos descobriram, também, que fazer estrada de rodagem era mais rápido (2 a 3 anos)  e rendia votos nas eleições seguintes. O mesmo descaso não aconteceu na Europa e Estados Unidos, regiões onde o uso do automovel também obrigou a uma modernização da malha rodoviária, mas de forma paralela e complementar com as ferrovias. Já viajei bastante de carro e trem na Europa e lá a coisa funciona. Viajando em estradas secundárias, paralelas muitas vezes às estradas de ferro, eu via os trens de carga e de passageiros passarem com frequência  de dez a quinze minutos! Aqui, após o colapso do transporte
ferroviário de passageiros, foram feitas algumas tentativas de implantação do sistema "auto trem" para transporte de caminhões carregados. Não foi para frente! Porque? Falta de incentivo, de vantagens, desorganização, etc. Num
pais de dimensões continentais, isto é um absurdo. 

 O artigo da Ione enfatiza o resgate cultural da estrada de ferro como meio paralelo e talvez alternativo de transporte turístico. Em regiões onde ainda existem remanescentes da malha ferroviária, este meio de transporte poderia ser reativado em parceria com o transporte rodoviário. A iniciativa privada pode desenvolver pacotes  do tipo "praia montanha" para o litoral e serra paulista, o mesmo sendo válido para o Paraná e muitas outras regiões. Um sistema tipo "onibus descolado" implantado na Baia (já divulgado pelo Hotel News) pode ser ativado junto com o trem. Basta oferecer bons serviços, com frequência e horários definidos, limpeza, comodidade e assessoria aos turistas. Moro atualmente em Campos do Jordão onde, anos atrás, a estrada de ferro quase foi desativada,  tendo sido salva pela intervenção do então prefeito José Padovan que evitou a publicação do decreto estadual de desativação. Mas seu serviço é precário. Fala-se em extensão da rede até São Bento do Sapucaí. E porque não até o Horto Florestal, com a criação de um parque temático no caminho? Ou a reativação dos bondinho urbano que, tempos atrás, servia a população local com horários de 20 em 20 minutos? Entendemos que um caminho seria a PPP - parceria publico privada. O mesmo artigo me  remeteu ao link da Associação Nacional de Preservação Ferroviária que apresenta um panorama ao mesmo tempo animador, pela apresentação do que ainda existe e funciona  em termos de transporte turístico ferroviário e desanimador: as estradas e museus desativados ou erradicados.  Embora saibamos que o "Estado" é sabidamente ineficiente e corruptivel nesta matéria (ver observação no início destas linhas) dele poderia ser exigida uma postura que preservasse e reativasse este patrimônio. Antes que a vaca vá para o brejo. Parabens ao artigo da Ione e à Associação Nacional de Preservação Ferroviária. 

Sergio Giudice, proprietário da Pousada Chez Tetê,
brasileiro, casado, arquiteto, RG 1.680.316, Av. Eduardo Moreira da Cruz,
550 - Campos do Jordão


Publicada em 02.04.04 edição: 753

Marketing e Qualidade : O sucesso de um empreendimento 

Quando empresários pensam em montar um estabelecimento, a primeira coisa que vem em mente é o local. Imagine então quando já se tem um bar famoso, ponto de encontro de tantos apreciadores, e decide vendê-lo para seguir novos horizontes, desafios e conquistas. Foi o que aconteceu com a Dona Felicidade Bastos e seus filhos, antigos proprietários do Pé Pra Fora, um bar bem situado no bairro de Perdizes, na capital do estado de São Paulo.  

Em 1996, venderam o empreendimento e foram arriscar-se em uma área residencial e pouco conhecida: a Vila Romana. É um bairro no distrito da Lapa, totalmente fora do agito dos tradicionais e conhecidos bares e restaurantes da Vila Madalena, Pinheiros, Cerqueira César, Moema, Itaim Bibi, entre outros.  

Com toda a garra, os proprietários montaram o DONA FELICIDADE BAR E RESTAURANTE LTDA, numa rua de pouco acesso de boêmios e clientes que procuram diversão. Foi um ato de coragem e audácia. Um empreendimento que deixou de ser apenas bar para atender também os desejos dos clientes que adoram uma boa comida, além da grande variedade de bebidas.  

Pequenas empresas deixam de lado a divulgação e promoção pelo fato de acharem que terão de investir muito e o retorno será pequeno. Só que esquecem que de nada adianta ter um excelente produto, profissionais competentes se o seu empreendimento não for conhecido. Todo o trabalho de treinamento e qualidade terá sido em vão.  

Através do seu carisma, ambiente familiar, qualidade em seus produtos e atendimento diferenciado, este bar e restaurante conseguiu o  conhecimento do público eclético. Enfrentaram a região residencial e hoje, muitos de seus concorrentes seguiram seus passos.  

Acrescento que a prestação de serviços vai além dos profissionais com que a casa trabalha. Precisa haver uma preocupação com o ambiente de trabalho. Em outras palavras, manter o local, incluindo equipamentos e utensílios, com uma boa aparência. Por exemplo: as toalhas e os cobre-manchas devem estar limpos e em bom estado, bem como janelas e banheiros. São detalhes notados pelos clientes que podem causar uma má impressão do lugar. E podemos dizer que às vezes a primeira impressão é a que fica.  

Conhecemos muitas pessoas bem sucedidas e famosas na área de restauração que aparecem a toda hora em revistas e jornais, contando como foi sua trajetória: de uma pequena e modesta casa, passou a servir em um local maior e hoje é um caso de sucesso. Todavia, esses jornais e revistas raramente publicam as histórias de insucessos, de pessoas que investiram seu dinheiro e tempo em um sonho e fracassaram. 

Grandes autores escrevem sobre turismo e já dizem: marketing é conseguir e manter clientes. Conseguir clientes é relativamente fácil. Mantê-los é o grande desafio. À atividade de fazer, criar, descobrir, ofertar, ou, em resumo, trabalhar com mercados na tentativa de satisfazer necessidades e desejos de pessoas ou grupo de pessoas, pela venda ou troca de bens ou serviços, é dado o nome de marketing. 

Os meios de comunicação são hoje não apenas veículos, mas o local em que suscitam-se e discutem-se temas polêmicos de interesse da sociedade.  

Vivemos a emergência de novos modos de vida e, consequentemente, de novas formas de aglomeração urbana, em virtude da diversidade cultural. Os gostos se diversificam cada vez mais e a mídia ajuda neste aspecto a fazer com que um estabelecimento brilhe no meio de tantos concorrentes. Não adianta haver um local agradável sem que os seus clientes saibam de sua existência.  

Pode se dizer que o Dona Felicidade Bar e Restaurante é conhecido, mas se seus produtos não estiverem a altura da exigência de seus clientes, esta sua fama não será mantida nem mesmo pela mídia. Qualidade e divulgação andam em conjunto. Qualidade está no atendimento, com profissionais qualificados, e em seus produtos alimentícios, deixando sempre o desejo de voltar sempre. 

Sei muito bem da preocupação dos proprietários da casa em melhorar cada vez mais, profissionalizando, aprimorando, aperfeiçoando toda e qualquer atividade no DONA FELICIDADE BAR E RESTAURANTE. Desde o tratamento com os clientes até os funcionários.  

O tema diz do preparo e a preocupação em pequenos empreendimentos continuarem no mercado. Atualmente, muitos bares e restaurantes fecham as portas em menos de 1 ano. Perguntam-se a razão. Posso dizer que muitas vezes é a falta de administração e também da má divulgação ou nenhuma. 

São Paulo é uma cidade ativa, com muitos pontos turísticos e diversões para todos os gostos. Não podemos permitir que os clientes descubram o estabelecimento passando em frente do local. Precisamos de mais, do marketing, da atenção especial, de profissionais qualificados, alimentos e bebidas de excelente qualidade, aprimoramento e aperfeiçoamento constante. 

Sabemos da facilidade para conquistar um cliente. Mas, para reconquistá-lo, aí sim está a dificuldade. Um cliente insatisfeito não volta e ainda falará mal para 4 em cada dez pessoas com quem ele tiver contato.  

O futuro vem rápido e o desafio é se preparar para isso. 

Texto baseado na monografia de Ione Bonfim. Marketing : Quando a Divulgação faz a diferença. O Caso do Dona Felicidade Bar e Restaurante


Publicada em 11.03.04 edição: 737

Você sabe o que é a AMITUR ?

É a Associação dos Municípios de Interesse Turístico. Essa associação tem como líder um profissional que se, existisse um como ele em cada estado desse país, muita coisa melhoraria no desenvolvimento do turismo brasileiro. Seu maior objetivo é estimular a investigação do potencial turístico de cada cidade, formando um diagnóstico econômico da atividade.

O presidente da AMITUR, situada em São Paulo, é o senhor Jarbas Favoretto, um profissional de dispensar elogios. Com simpatia, competência e dedicação, fornece apoio aos municípios, realizando seu trabalho melhor do que os próprios órgãos competentes. Orienta os municípios com interesses turísticos a planejar, organizar e se preparar para receber os turistas e também a resolver problemas, divulgar as atrações e principalmente organizar esse mercado.

Jarbas, jornalista, tem em seu currículo mais de 30 anos de experiência, tendo anteriormente agências de turismo e transportadora. Além de presidente da AMITUR, ocupa cargos de expressão na CNTur, Abresi, Viva o Centro, ANTTur, entre tantas outras ligadas ao turismo brasileiro, além é claro de ser colunista em diversos jornais do Estado de São Paulo.

Esta associação visita o local acompanhada por profissionais qualificados, entre eles : jornalistas especializados em turismo, agências, operadoras, editoras de guias turísticos, delegada de turismo, produtor de vídeo para televisão, estudantes de turismo, professores, chefs de cozinha, donos de transportadoras, ou seja, todos os envolvidos com turismo.

Para desenvolver as atividades, a AMITUR não cobra sua consultoria, apenas conta com a hospitalidade da comunidade local, bem como transportes, hospedagem e alimentação fornecidas pela cidade visitada.

Na opinião de Jarbas Favoretto, o importante para todo o município é criar um Conselho de turismo bem estruturado, constituído de pessoas dispostas a trabalhar. Muito mais importante que os aspectos físicos de instalações, que são fundamentais, é a presença de pessoas competentes para atuar, sem as quais fica tudo mais difícil.

O mais interessante são suas visitas a cidades ainda não conhecidas turisticamente, desenvolvendo ali uma consultoria gratuita, orientando um futuro destino turístico. Um dos casos foi a cidade de Sumaré, em que o prefeito aceitou o estatuto propostos pela AMITUR e já está colocando em prática.

As visitas na cidade geram muitos contatos entre os participantes da AMITUR e os profissionais responsáveis pelo desenvolvimento turístico no local visitado. Isso promove um conhecimento maior da região, como em Sumaré, 121 km da capital paulista, onde foi visitado um espaço para eventos para 10 mil pessoas, com acomodação para 5 mil pessoas.

A empresa que necessitar fazer um congresso para toda a sua equipe com certeza encontrará ali toda a estrutura necessária para fazer de seu evento um sucesso. Eles têm os equipamentos necessários para a apresentação, com uma acústica de boa qualidade, além de fornecer também vídeo, telão, entre outros espaços de apoio.

Araçatuba, a 537 km de São Paulo, também foi visitada e nela foram descobertos atrativos com muito potencial para ser local de parada dos turistas, entre eles um pesqueiro, veleiro, clube náutico, museu pedagógico, templo budista, fazenda com trilhas enfocando a educação ambiental, entre tantas outros que não eram divulgados até a visita ao local.

E não é só dos atrativos existentes que a cidade viverá: ela ainda conta com mega projetos que em breve farão parte da cidade, como novos resorts, um deles com capacidade para mais de 2 mil pessoas, aproveitando o belo visual do Lago 3 irmãos e a água potável do Rio Tietê, gerando mais um agradável atrativo que são os prováveis banhos que esse recurso natural proporcionará.

Mas a AMITUR e seus profissionais não divulgam ou promovem o município sem antes dar o diagnóstico, orientando-o a dar os seus principais passos, com envolvimento da comunidade, sobre infra-estrutura, união dos estabelecimentos e órgãos envolvidos, divulgação e controle da capacidade de carga, sem esquecer da principal tarefa que é a PRESERVAÇÃO dos recursos naturais e culturais.

***
*Turismóloga pela Universidade Paulista (UNIP)
Coordenadora da Coop-line Tur Viagens e Eventos

Para saber mais :
Amitur - Associação dos Municípios de Interesse Turístico
E-mail: amitur.sp@uol.com.br

www.sumare.sp.gov.br

www.aracatuba.sp.gov.br

Publicada em 26.02.04 edição: 728

A Melhor Idade – Enfim o respeito

A lei que apoia a atenção redobrada aos idosos, embora tenha chegado com atraso, é motivo de contentamento. Agora tem garantido o direito de ser bem atendido um segmento que só traz benefícios para o turismo -- e continuará trazendo, porque a motivação que faltava chegou: o atendimento especializado.

A população brasileira envelhece rapidamente. Não se trata apenas de um dado demográfico constatado no censo de 2000, e sim do surgimento de novas exigências para o futuro, que deverão ser atendidas com ações e atitudes no presente. Isso terá influência no turismo.

Os empreendimentos turísticos deverão estar atentos a estas mudanças, pois seus serviços passarão por alterações para não perder esse segmento que, já foi constatado, gera renda e muitos benefícios econômicos ao turismo, assim como o segmento gay.

Os idosos antes eram associados à improdutividade. Essa visão agora terá que mudar. São eles os responsáveis pelo que temos agora: o conforto, a tecnologia, a medicina, até mesmo os estabelecimentos hoteleiros que foram um dia administrados ou herdados de algum bom velhinho. Por isso, cada um de nós deve fazer deles não apenas uma memória, mas também um aprendizado.

Com a vida estabilizada, a melhor idade tem mais tempo para o lazer, a diversão, podendo viajar mais e aproveitar as suas caminhadas, nadar, comer em bons restaurantes, praticar esportes, entre outras tantas atividades. Mas para isso, os empresários envolvidos com esse setor turístico devem estar capacitados para entender as limitações dessa classe, satisfazendo as suas necessidades.

Eles querem atenção, sim, como todas as faixas etárias, mas também não querem “paparicos” inúteis. Não é isso. Vamos adaptar os estabelecimentos com corrimões, pisos não escorregadios, criados-mudos na altura certa para facilitar o acesso aos objetos deixados sobre eles, entre outras mudanças que deverão ser feitas. É um desafio para os empreendedores. Mas não encarem isso como um estorvo, e sim como uma conseqüência da natureza. Todos chegaremos à terceira idade, melhor idade, idade de ouro, do conhecimento ou qualquer outra denominação que criem. O fato é que estaremos no mesmo barco um dia.

Idosos entre 60 e 75 anos têm mais tempo e dinheiro. Portanto, essa faixa etária só trará lucros para o turismo, mesmo com a lei disponibilizando para eles uma passagem com direito a acompanhante. Na França, por exemplo, os que têm 60 anos ou mais já representam 60% das partidas em viagens. Se por lá já acontece isso, então aqui é preciso haver mais incentivos para aproveitar o potencial desse mercado.

Ainda de acordo com o Censo de 2000, cada vez mais os idosos fixam residência nas áreas urbanas, o que se reflete em mais acesso aos estudos. Podemos exemplificar com um dos projetos mais respeitados, o do Sesc, que facilita as viagens e o lazer para os idosos e as outras faixas etárias. O Sesc organiza excursões a preços acessíveis, deixando a semente do desejo de conhecer cada vez mais os destinos turísticos do nosso país e do mundo.

Mais do que um segmento lucrativo para o turismo, a terceira idade nos ensina diariamente a aproveitarmos melhor a vida."


Publicada em 06.01.04 edição: 694

Administração Hoteleira, ame-a ou deixe-a  

Muitos executivos, após terem finalizado suas tarefas em seus antigos trabalhos, utilizam suas rendas rescisórias para montar um empreendimento hoteleiro. Tenho certeza que os já proprietários de hotéis confirmarão que não é nada fácil ter um meio de hospedagem como rendimento. Ainda mais que passarão do sonho à realidade em fazer desse local seu meio de sustento, mas acordem aqueles que acham que os lucros virão rapidamente. 

Com os patrimônios montados, passando por toda a fase de projeto, a localização, infra-estrutura, a viabilidade econômico-financeira, a legislação, a escolha do nome, a construção, a organização do organograma das áreas envolvidas como: recepção, gerência, alimentos e bebidas, outras instalações e toda a arquitetura e estrutura montada, vem mais uma fase, que não é tão fácil: trazer e manter os hóspedes, após todo o investimento. 

Pequenas empresas deixam de lado a divulgação e promoção pelo fato de acharem que terão de investir muito e o retorno será pequeno. Só que esquecem que de nada adianta ter um excelente produto e profissionais competentes se o seu empreendimento não for conhecido. Todo o trabalho de treinamento e qualidade terá sido em vão. 

O marketing e sua divulgação são papéis principais para a venda de suas UHs. O marketing boca-a-boca ainda é a melhor ferramenta para divulgar seu produto, mas lembre-se que, se ele for negativo, também será a pior maneira de prejudicar seus negócios.  Marketing é conseguir e manter clientes. Conseguir clientes é relativamente fácil. Mantê-los é o grande desafio. 

Se o seu estabelecimento não tem um relações públicas, o proprietário deverá colocar um funcionário para exercer está função. É uma pessoa para acompanhar os fornecedores, sindicatos, imprensa, etc, além de organizar clippings com o que já foi publicado sobre o local para analisar o crescimento da casa. Deverá também preparar releases para divulgar na mídia, evitando assim possíveis publicidades desfavoráveis. Ao elaborar o release deve-se apresentar a notícia como uma novidade, com um texto claro, curto e objetivo, enviando-o diretamente para o responsável da redação jornalística a que se destina. 

Com a globalização, existem outras maneiras de divulgar seu estabelecimento, como, por exemplo, a Internet. Não esqueça de divulgar seu site (se não tiver, providencie imediatamente, pois é o maior e mais rápido meio de divulgar seu empreendimento). Lembre-se também de atualizar o site, deixando notícias e novidades, mesmo que seja apenas um colchão novo, banheira, promoções, que a casa forneça, etc. 

Fiquem atentos para aparecerem em publicações não pagas como guias, revistas, jornais, livros e internet.  Deve haver a preocupação com controle da qualidade, pois uma matéria que traga algum comentário desfavorável sobre o estabelecimento em alguma conceituada publicação, como os Guias 4 Rodas ou a Veja São Paulo, pode afastar os clientes. 

Deve-se ter a responsabilidade e a seriedade de fazer tudo funcionar perfeitamente, com a dignidade de conceder ao hóspede o direito de ser tratado como se estivesse em sua casa. Além disso, é como uma família. Se observarmos bem, passamos muito mais tempo no trabalho do que em nossos lares, juntos dos nossos familiares. O nosso ambiente de trabalho é mais nossa casa do que o nosso lar. 

Cada vez mais estão surgindo novos empreendimentos, tornando a concorrência cada vez mais acirrada.  O cliente quer ser bem atendido. O que ele espera? Cortesia, atenção, confiança, discrição, rapidez no atendimento e profissionalismo, além, é claro, de qualidade e conforto, recebendo o que foi proposto. Lembre-se que o turismo é intangível. O que você perde hoje, dificilmente poderá repor amanhã. 

Vivemos a emergência de novos modos de vida e, consequentemente, de novas formas de aglomeração urbana, em virtude da diversidade cultural. Os gostos se diversificam cada vez mais e a mídia ajuda a fazer com que um estabelecimento brilhe no meio de tantos concorrentes. Não adianta haver um local agradável sem que os seus clientes saibam de sua existência. 

Na baixa temporada, pensem em maneiras de atrair seus hóspedes e outros clientes, ganhando em outros segmentos, como, por exemplo: eventos. Se o hotel tem um restaurante em uma área agradável ou uma sala para eventos, pode abrir o espaço para lançamento de um livro ou outras publicações, fazendo exposições e festivais de gastronomia, ligando seu estabelecimento à cultura. 

Sabemos da facilidade para conquistar um cliente, mas para reconquistá-lo, aí sim está a dificuldade. Um cliente insatisfeito não volta e ainda falará mal para quatro em cada dez pessoas com quem ele tiver contato. 

Hóspedes adoram ser únicos, exclusivos!

 


Publicada em 15.12.03 edição: 687

Cidade de São Paulo comemora 450 anos
São Paulo terra da garoa, do azul, da esperança, da mistura de raças e de idéias. Neste pequeno mundo, você encontrará o delicioso café após o almoço, a sua roupa em tantas lojas e a diversão certa para a sua noite.

A vida agitada e corrida nesta metrópole tenta acompanhar a velocidade das ruas, levando histórias de vidas e de sonhos dos que procuram aqui a esperança de algo melhor.

Capacidade esgotada, vida agitada, mas a liberdade continua. A cor dos pássaros em muitos parques nos faz pensar nas razões para continuarmos acreditando...

Abrace sua árvore, sua causa, ouça os pássaros, adormeça e escute a sua música, conte a história da sua vida ao som do bater dos gelos nos copos da noite e assista a um show em uma das inúmeras casas de espetáculos. Vivencie o sorriso de seus filhos nos parques de diversões, aproveite e conheça a gastronomia tão étnica e rica. Saiba mais. Sempre haverá mais para descobrirmos.

A História de São Paulo começou no ano de 1554 quando os jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega ergueram no planalto uma pequena escola para cataquese dos índios. O Pátio do Colégio abriga o Museu Anchieta, localizado no Centro Velho de São Paulo, e foi o local levantado para a escola.

Em 2004 a cidade comemora seus 450 anos. Essa senhora tão experiente abriga mais de 10 milhões de moradores, de ruas, mansões e de casas singelas. Ouça o que ela tem para dizer. Passeie a pé pelas ruas do centro. Preserve. RESPEITE a capacidade.

Volte ao passado, acredite na restauração do centro velho. Visite um museu, uma igreja, saiba a história de uma cidade bela, mas não adormecida, e sim acordada esperando VOCÊ.

Assista a uma missa no Mosteiro São Bento e aprecie os cantos gregorianos. Admire-se com a beleza da Catedral da Sé. E não esqueça de caminhar pelo Viaduto do Chá, cenário de tantas capas de CDs de músicos brasileiros e até mesmo estrangeiros. Não esqueça do Centro Novo. Cruze a Av. Ipiranga com a São João, presente na música Sampa, de Caetano Veloso, e suspire com a leveza e delicadeza das mais sensíveis danças que você verá no Teatro Municipal. E na noite iluminada, divirta-se mais ainda com os Demônios da Garoa. Esse grupo que já está transmitindo alegria há tanto tempo se apresenta às quintas-feiras em um dos bares mais antigos de São Paulo, o Bar Brahma.

Passe um tempo das suas manhãs ou tardes dos seus finais de semana no Jardim da Luz. Pare e acompanhe o coreto do parque. Dance. Sem esquecer de dar uma parada bem demorada na Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes. Espaço belo e rico para ouvir aquela sinfonia com a melhor acústica que você acha que só tem lá fora. É nosso. Do Brasil.

Visite, ande, faça parte deste livro de magia e levante a bandeira da preservação. A união para manter vivo e ativo o nosso lar.

Acredite em um novo tempo, abra a janela, olhe para a rua e veja que SÃO PAULO não pára. Curta e viva a capital do trabalho, diversão e arte. Aproveite e lembre-se da canção do Premê, é “sempre lindo andar na cidade de São Paulo”.

Para saber mais consulte :
http://www.coopline.com.br/inicial.htm
www.vivaocentro.org.br

IONE BONFIM GOMES

 Rua Gândavo, 195 – Vila Mariana São Paulo – S.P.- CEP: 04023-000 Fone: (011) 5575-5655 / celular – 11-98070894

Data de Nascimento: 15/07/72 Brasileira – solteira   

 Escolaridade:

Bacharel em Turismo – conclusão em 2002. UNIP – Universidade Paulista – Marquês  

Empresa Atual I :

Editora Abril S/A:

Redação Guia 4 Rodas – 11/94 até o momento

Coordenadora Administrativa 

Experiência Profissional : 

Assessoria à diretoria na parte administrativo-financeira;

Controle de custos: borderôs da redação para todos os guias.

Atendimento à reportagem;

Planejamento e organização de eventos especiais de lançamento de guias, entrega de prêmios 4 Rodas, exposições, entre outros, envolvendo coquetéis, palestras e outras modalidades;

Preparação (reserva de hotéis, avião e aluguel de carros), e acertos finais de viagens;

Apoio aos editores em relação ao controle de reportagem, aos gastos de viagens;

Visitas técnicas a hotéis em São Paulo, acompanhando o editor de hotéis;

Acompanhamento de repórter do guia em pesquisa de campo em cidades do Paraná e Santa Catarina: Mafra, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Corupá, Itapoá, São Francisco do Sul, Matinhos, Guaratuba, Paranaguá, Ilha do Mel, Guaraqueçaba, Ilha do Superagüi, Antonina e Morretes.

 Empresa Atual II :

Coop-line Tur Viagens e Eventos

Coordenadora Geral 

Organização de Viagens e Eventos

Marketing, atuando na divulgação da Cooperativa Coop-line Tur Viagens e Eventos

Esta cooperativa existe há mais de 7 anos, no qual criei o núcleo de turismo em 2001.Somos formados por bacharéis em turismo.

Estágios curriculares e extra-curriculares: 

Viagens no Brasil:

Maceió, Natal, Porto Seguro, João Pessoa, Parati, algumas cidades do Paraná e Santa Catarina 

Visitas Técnicas :

Juquitiba, Louveira, Sumaré, Araçatuba 

Trabalhos Acadêmicos :

Monografia com tema : Marketing : Quando a divulgação faz diferença – O Caso do Dona Felicidade Bar e Restaurante Ltda. 

Trabalho de Conclusão de Curso : Hospedaria Águas Claras 

Planejamento Turístico da Cidade de Louveira 

Trabalho de Análise Interdisciplinar sobre a Cidade de Juquitiba 

Palestras :

Desde 2001, tenho acompanhado os editores dos Guias 4 Rodas e contando a história de nosso trabalho nas Universidades : UNIP-SP, São Judas- SP, Faculdades Senac,  Anhembi-Morumbi – SP e a combinar Ibero-Americana – SP.