| Ione Bonfim | ![]() |
Publicada em 22.02.06 edição 1.207
Antes de tudo, vamos esclarecer: Guias turísticos são os impressos onde constam informações turísticas selecionadas da cidade, por exemplo o Guias 4 Rodas, guias da Folha de São Paulo, entre outros.
Guia de Turismo, é o profissional que - devidamente cadastrado na EMBRATUR ou em órgão delegado -, tenha como função acompanhar, orientar e transmitir informações a pessoas ou grupos, em traslados,, visitas, excursões urbanas, municipais, estaduais, interestaduais, internacionais ou especializadas.. Atividade esta que já é reconhecida como profissão, desde 1986.
O Guia de Turismo presta informações histórico-geográficas, culturais e artísticas sobre os destinos turísticos, com desenvoltura, segurança e clareza. A apresentação pessoal deste profissional deve se adequar ao ambiente, à atividade e ao grupo que conduz, sabendo abordar o turista nos momentos necessários, considerando suas origens e cultura, mantendo uma postura respeitosa e profissional, demonstrando equilíbrio emocional, criatividade, ética e responsabilidade.
Este profissional deve levar e trazer um grupo de turistas com segurança, conforto, cumprindo o roteiro, minimizando os problemas e ainda com bom humor e simpatia. O guia realiza sonhos. Ele está presente exatamente nos momentos nos quais o turista quer aproveitar ao máximo seu lazer. E depende deste profissional o sucesso da viagem. Ele pode torná-la uma experiência inesquecível e encantadora.
O conhecimento teórico do guia de turismo deve ir além de curiosidades. Um profissional que se mantém informado, lê, viaja, participa, atua, estuda, com certeza será um profissional requisitado.
Vale acrescentar que seria muito bom se houvesse mais cumplicidade e ética entre esses profissionais começando pelo respeito aos guias locais que em alguns momentos são marginalizados.
Voltamos ao conceito que o País é bonito por natureza, com seus recursos naturais e culturais, mas sem estrutura não adiantará receber os turistas, sem termos um operacional sintonizado, sem material humano qualificado nada funciona. Com um guia de turismo bem informado, que receba com simpatia, a viagem, certamente, será muito mais divertida e interessante. E o “sonho” será realizado!
Agências e operadoras, quando começam suas atividades, pensam em montar seus roteiros, e lucrar com a demanda, mas devem se lembrar também de valorizar o profissional que guiará esta demanda, os seus turistas e clientes. O guia deve ser bem orientado e esclarecido sobre as regras da empresa, para que ele possa apresentá-la de maneira adequada e eficiente.
As agências e operadoras de viagens vendem, mas o guia de turismo é o contato direto com esses público. É quem dita as regras e depende do seu desempenho a satisfação do turista que – se satisfeito – pode voltar ( ou indicar) o local visitado. Um guia de turismo qualificado e bem treinado com certeza, será um bom diferencial para esta empresa.
Registro meu agradecimento para os guias que me conduziram em tantas viagens e fizeram dessas minhas experiências momentos inesquecíveis. E graças ao desempenho de cada um, conseguiram com tanta presteza e gentileza, revelar todos os melhores pontos turísticos do local visitado, com muita competência. Alguns deles, formados pela ABL Associados, empresa que realiza cursos para guias de turismo.
Já tive o azar de presenciar guias falando de costas para os turistas, deixando-os para trás ... e seguindo com o roteiro naturalmente. Quando guias de turismo atuam indevidamente o consumidor / turista poderá registrar suas reclamações. O que constitui infração de acordo com a Embratur :
I – induzir o
usuário a erro, pela utilização indevida de símbolos e informações
privativas de guias de turismo cadastrados;
II – descumprir total ou parcialmente os acordos e contratos de
prestação de serviço, nos termos e na qualidade em que forem ajustados
com os usuários;
III – deixar de portar, em local visível, o crachá de identificação;
IV – utilizar a identificação funcional de guia cadastrado fora dos
restritos limites de suas atribuições ou facilitar, por qualquer meio, o
seu exercício aos não cadastrados;
V – praticar no exercício da atividade profissional, ato que contrarie
as disposições do Código de Defesa do Consumidor ou que a lei defina
como crime ou contravenção.
VI – faltar a qualquer dever profissional imposto no presente Decreto;
VII – manter conduta e apresentação incompatível com o exercício da
profissão
Parágrafo único – Considera-se conduta incompatível como exercício da
profissão entre outras:
A) prática reiterada de jogo de azar, como tal definido por lei;
B) a incontinência pública escandalosa;
C) a embriaguez habitual.
Fica atento, exija seus diretos. Boa Viagem !!! Descubra o Brasil.
Para saber mais :
Livro : Condução de Grupos de Turismo – Paulo Jorge Carvalho – Editora Chronos
Site do Ministério do Turismo : www.sistemas.turismo.gov.br/guias
Cursos para guias de turismo : www.ablassociados.com.br
Reclamações de guias de turismo : cade-sp@embratur.gov.br
Publicada em 02.02.06 edição 1.194
É logo ali ... tão pertinho da capital paulista
Acabaram as férias coletivas, deu aquele desanimo de início de ano ... acalme-se ainda tem os feriados e fins de semana para motivar o novo ano que se iniciou.
Recebeu visita dos parentes distantes e não sabe para onde levá-los ... e ainda bateu aquela vontade de pegar uma estrada ? Aceita uma sugestão, pertinho de Sampa... o interior paulista.
Logo de manhã, em um sábado, domingo ou feriado, conheça Atibaia. Conhecida pela festa dos morangos e ainda os moradores dizem com orgulho que a cidade oferece o segundo melhor clima do mundo. Se é verdade ou não, a melhor forma de saber é ir até Atibaia e entrar no clima do interior. Tranqüila e com boas opções de lazer. Estando na cidade, se desejar aproveite o café da manhã, na Padaria Kekos, ou quem sabe no Café Belô, a proprietária vende um gostoso bombom com recheio de paçoca. Diferente e gostoso.
Se no grupo tiverem pessoas que gostam de caminhar, dê um pulo até a Pedra Grande ou até mesmo, aos mais aventureiros se arriscarem em um pulo de asa-delta.
Mas, se preferir continue na estrada e vá conhecer a Cachoeira dos Pretos, com 154 m de altura, em Joanópolis, um lugar pacato mas com uma estrada belíssima, cercada por montanhas, com uma vista repleta de verdes. Digno de uma parada na estrada para sentir o ar e respirá-lo. Brinque ainda com o grupo sobre o divertido folclore da cidade ser conhecida por ser a capital do Lobisomen. Tem moradores que afirmam que viram ... se desejarem confirmar, vá em noite de lua cheia e passeie pelas matas e quem sabe você poderá confirmar a história. Eu prefiro não arriscar.
Se cansou, e ficou com fome ? Então o seu destino agora é Piracaia, almoce no Restaurante Donana. Filé mignon, coberto com mussarela e presunto, servido com ervilhas, palmito, banana e arroz à grega. Um prato que satisfaz 3 pessoas, e com um preço acessível.
Prefere petiscar ou comer um lanche ? Então dá um pulo em Bragança e prove as famosas lingüiças calabresas. Ela poderá ser saboreada com cebolas fritas, tomate, ou em sanduíches com mussarela e molho vinagrete.
Ficou satisfeito ? Claro que não, ainda tem o fim do dia para curtir. Dê um pulo em Piracaia e prove as caipirinhas no Alambique do Lafaiete, uma das mais pedidas é a de manjericão com hortelã, peça uma porçãozinha de nózinhos de mussarela para acompanhar e aproveite o local para um bate papo ao ar livre.
Ainda em Piracaia, passe no Cruzeiro, e se tiver disposição suba os quase 500 degraus até o mirante. No local do crucifixo tem um bonito jardim e da para ver toda a cidade, paisagens de montanhas cenários de cartão postal. Organizada pela Ong Pé na Estrada, que realizam eventos para arrecadar fundos e manter a manutenção do local.
Chegou o momento de pegar a estrada de volta ... então, finalize este dia divertido e cheio de lazer, no Donuts, em Atibaia, com um cafézinho agradável. Peça um café com canela, ou até mesmo, prove a bebida que é criação da proprietária: café com leite e macadâmia, um dos aromas que a casa oferece, misturados na bebida quente.
Se quiser, pode parar no Café na Montanha, ainda em Atibaia, e comer um torta doce, e para o papai, saborear o café com bayles.
Aproveite a viagem. Preste atenção ao seu redor. No verde, nas pessoas. Converse com os moradores. Curta a manhã com seus parentes e saiba que São Paulo tem muito mais, e espero contar mais para vocês na próxima. Até mais!
Fonte:
Publicada em 21.10.05 edição 1.129
São Paulo mostra suas novas faces
No sábado, dia 15/10, a cidade de São Paulo foi homenageada da melhor maneira possível. Numa parceria da São Paulo Turismo e do São Paulo Convention & Visitors Bureau, o programa “São Paulo Meu Destino” foi apresentado ao trade turístico.
Na programação, não faltou empolgação dos profissionais convidados, entre eles operadores, agências, agentes de viagens e o trade de todo Brasil. Cerca de 300 profissionais estiveram presentes. Todos interessados nas novas atrações turísticas da capital paulista. Na apresentação deste plano estratégico e das ações para o segmento turístico, Caio de Carvalho, presidente da SP Turis (ex Anhembi Turismo), ressaltou que São Paulo não pode ser mais comparada a Nova Iorque, ou outra capital do mundo, pois já tem sua característica própria, e pode muito bem andar com seus próprios potenciais turísticos.
“São Paulo não quer se vender para o agente e o operador de Turismo, quer convidá-lo a ser sócio, para que juntos iniciemos um grande e inusitado projeto a fim de consolidar aqui um turismo receptivo, criativo e qualificado, que seduza e conquiste o imaginário de turistas do Brasil e do mundo”, afirmou o presidente da SP Turis.
Durante o evento, os convidados puderam participar dos roteiros temáticos: Arte, Glamour, Família, Verde, Faces e Religiões, Bem-Estar e São Paulo dos Paulistanos que foram desenvolvidos pelas agências e operadoras de turismo, de São Paulo, em parceria com a SP Turis.
O objetivo do programa “São Paulo Meu Destino” é aumentar o fluxo turístico de Sampa, não só com foco em negócios, eventos, mas também voltada para o lazer, diversão, cultura, e muito mais. Para isso o programa conta com o apoio da prefeitura municipal, que também esteve no evento.
O prefeito José Serra parabenizou Caio de Carvalho e demostrou seu interesse em fazer de São Paulo uma cidade turística prometendo um Museu do Futebol, que será montado no Estádio do Pacaembu e terá uma sala dedicada ao Rei Pelé, além de jogos interativos, exposições e filmes entre outras atrações. Serra planeja também criar o Museu da Criança, que a princípio será no Palácio das Indústrias. Estes são alguns dos atrativos que estão sendo estudados pela Prefeitura para incentivar o turismo na cidade.
Para finalizar, Serra ressaltou que “o turismo gera empregos e renda para a cidade e isso dinamiza a economia local”.
Com o mesmo objetivo de fazer São Paulo uma cidade mais atraente para os turístas, acontecerá nos dias 19 e 20 de novembro, o programa "SP 24 horas de Cultura". A idéia é selecionar locais estratégicos na cidade e promover 24 horas de programação cultural. Um dos pontos escolhidos é o Museu do Ipiranga que servirá de palco para 200 apresentações, entre elas, a da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Com a proximidade das festas natalinas, outro evento será o projeto "Natal Iluminado", com atrações e shows internacionais. Não pára por aí, a SP Turis, tem diversas medidas para incentivar o turismo de compras, que deverão ser divulgadas nos próximos dias.
Não podemos deixar de parabenizar tanto empenho e atividade da equipe da SP Turis e todos os envolvidos em fazer da capital paulista, algo mais do que uma cidade só de negócios. São inúmeros os projetos, como o TurisMetrô, TurisCheckup, este último direcionado ao segmento do turismo de saúde, que também fazem parte da série de iniciativas do governo da capital paulista.
Só temos a certeza de que São Paulo sempre possuiu todo esse potencial, só faltavam a iniciativa e empenho para descobrir e colocar em prática tantos projetos. Agora só faltam os atores principais, os nossos visitantes, que poderão conhecer tudo o que a cidade oferece. Que venham nossos convivas. Boa Sorte a São Paulo. Parabéns aos envolvidos neste belo projeto.
Ione Bonfim Gomes - Turismóloga pela Universidade Paulista (UNIP)
Publicada em 01.06.05 edição 1.032
São
Paulo precisa deixar de ser rotulada como uma cidade só de negócios. Com isso,
muitas vezes passam despercebidas as inúmeras opções de lazer, conforto e
diversão que surpreendem seus visitantes.
Por
exemplo: se você quer almoçar em um lugar em meio à Mata Atlântica, sem
pressa, com atendimento personalizado, precisa conhecer o restaurante Quinta da
Canta. O proprietário sempre enfatiza que o restaurante é de slow food, onde o que importa é ter uma refeição gostosa e que
dure bastante. Você pode chegar às 13h e sair às 17h ou mais tarde: a mesa
será sua pela tarde toda.
Temos
cantinhos especiais para todos os gostos e desejos. Para quem curte as visitas
culturais, a Faap está com uma exposição interessante sobre A Herança dos
Czares. Na mesma rua, dá para passar no Doida Café e saborear um delicioso café
em um lugar aconchegante.
E
não podemos esquecer do resgate cultural do centro de São Paulo. Conhecer a
história paulistana e tirar fotos de belos projetos arquitetônicos durante o
percurso a pé sempre é uma boa pedida para um domingo de manhã. No centro,
sempre há agradáveis descobertas. Uma boa novidade é um café com todo o
requinte, o Café Latte, para os que gostam de um lugar confortável para
conversar e saborear um café bem tirado.
Ainda
no centro, para os apaixonados, o mês de junho está chegando e a temporada de fondue
à luz de velas no Hotel Othon estará de volta. Uma vista cinematográfica do
centro à noite, um vinho, sua melhor companhia e um bom brinde a dois: sem dúvida
essa é a receita de sucesso de um encontro romântico.
Como
não poderia deixar de ser, ainda há as pizzarias. Se você quer um lugar
sossegado para um bate-papo com um bom amigo, vá ao Bendita Hora, Vá sem
pressa e sem um olhar critico sobre o atendimento, que é confuso, mas feito com
boa vontade.
Sampa
também tem cor, é divertida e agrada a todos. Veja, por exemplo, a Parada Gay,
na Avenida Paulista. Esta capital que alguns consideram a terra da garoa é o
lugar para todas as tribos. Seja paulista, brasileiro ou estrangeiro, todos serão
sempre bem-vindos.
Falando
em várias culturas em um único lugar, não poderiam faltar dois grandes
eventos na mesma semana. Dê uma passada no Salão do Turismo, que acontecerá
na Expo Center Norte. Lá você poderá conhecer um pouco do diferencial do
nosso país, que continua lindo por natureza. E parar completar, vá para a Sala
São Paulo Turismo, no Centro de Eventos São Luís, que divulga todos os belos
lugares do estado de São Paulo, e saiba mais sobre uma cidade charmosa chamada
Santa Fé do Sul.
E
fica uma pergunta, qual monumento, lugar, representaria a cidade de São Paulo ?
Na minha opinião são tantas as faces de Sampa, que será difícil dizer que a
Avenida Paulista é a cara da cidade. Poderia arriscar que São Paulo tem muitas
faces e receberá todos de braços abertos.
Até a próxima matéria !
Publicada em 16.05.05 edição: 1.022
Turismo Social – Lazer ao alcance de todos
Qual é o papel do turismo, para as sociedades desenvolvidas ou em desenvolvimento e carentes?
Falamos tanto em turismo, sempre preocupados com a terceira idade, o atendimento, transportes, os profissionais qualificados ... mas esquecemos algo que talvez seja o mais importante: o lazer, a ocupação do tempo livre.
Nem todos, infelizmente, têm acesso ao descanso em lugares paradisíacos, confortáveis, a conhecer países distantes ou mesmo lugares próximos que nos ajudam a esquecer qualquer problema durante o tempo de uma viagem.
Refiro-me à classe social baixa, que não tem acesso a tantas opções de roteiros turísticos pelo mundo. As agências e operadoras de turismo não desenvolvem roteiros para esse público.
O Brasil, segundo dados do Banco Mundial, tem uma das divisões de renda mais desiguais do mundo.
Poucas entidades promovem o turismo social. Certo, existem colônias de férias e clubes, mas eles não têm as regalias de um hotel ou a tranqüilidade de uma pousada. As pessoas de que estamos falando, ao viajar, acabam ficando na casa de amigos ou parentes na praia mais próxima, para economizar nas despesas com a família.
O Sesc – Serviço Social do Comércio – desenvolve atividades culturais, de saúde, lazer, educação e até assistência social. Fiz uma viagem por intermédio do Sesc recentemente, e confesso que gostei do tratamento: hospedagem, transporte, alimentação etc. O guia de turismo enfatizou a necessidade de transformar a viagem em mais que uma simples ocasião de lazer: uma oportunidade para os viajantes fazerem amizades em um clima harmonioso. Uma chance de fazer o viajante se sentir inserido na comunidade.
O turismo não é só lazer, é convivência, amizade, relacionamentos, descoberta de novidades, conhecimento de coisas diferentes. Há tantas outras maneiras de aproveitar uma viagem.
Existem poucas publicações voltadas para quem gostaria de viajar bem e pagar menos. É o caso do guia Viajar Bem e Barato, da Editora Abril. Nele constam opções mais econômicas de hospedagem, como camping e albergues. Já tem uma nova edição, nas bancas.
Mesmo assim, a população carente também merece desfrutar de momentos inesquecíveis e participar ativamente de eventos culturais, de lazer e educação. Não adianta falarmos que é culpa do governo ou de alguma outra entidade com fins lucrativos. É uma obrigação da população privilegiada receber a classe social mais carente no circulo de convivência e fazer com que este país seja realmente bonito por natureza, não somente em belezas naturais e culturais, mas também no convívio social, respeitando cada vez mais o próximo.
Isso significa que o sr. Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, deveria criar uma agência voltada para o público de suas lojas? Ou será que só a classe social com alto poder aquisitivo poderá conhecer destinos que tornem suas férias inesquecíveis ?
Turismo é
necessário para todos.
Ione Bonfim Gomes - Turismóloga pela Universidade Paulista (UNIP)
Para saber mais :Guia Viajar Bem e Barato – edição 2005 – Editora Abril S/AGuia do Sesc – Serviço Social do Comércio
Publicada em 07.04.05 edição: 999
Conversando com vários colegas, notei que a grande frustração deles é o
atendimento nos estabelecimentos hoteleiros.
Um desses colegas, profissional responsável pela divulgação de hotéis para uma
publicação de credibilidade, me relatou que a hotelaria brasileira está cada vez
mais inovadora no que diz respeito a sofisticação e a tecnologias de ponta:
banheiros aquecidos com higienização, cozinhas adaptadas com fogão móvel e
cooktop elétrico, quartos com travesseiros de plumas de gansos, e cada vez
mais se surpreende com o que a informatização está facilitando o conforto dos
hóspedes e turistas.
Mas em seguida, esse mesmo profissional fez algumas ressalvas com relação ao
atendimento e isso veio ao encontro com o que vivenciei em recente viagem e
estada em um empreendimento hoteleiro. Percebi que mesmo investindo tanto em
colocar os melhores sistemas, os empresários estão esquecendo a ferramenta
principal: o atendimento.
A frieza com a qual estamos sendo recebidos nestes locais dotados de tecnologia
de ponta, é de assustar e frustrar o visitante menos exigente. Do atendimento
telefônico à recepção, o susto é grande. A telefonista é fria e nem espera
concluir a pergunta e já somos transferidos para a recepção, sem uma saudação.
Hospedei-me num SPA, em uma cidade bem próxima de São Paulo. Esse não perde nada
em conforto, mas o atendimento, deixou e muito a desejar. Aquela simpatia e
carisma que pelas quais os brasileiros são conhecidos estão sendo esquecidas e
engavetadas. Não seria melhor, funcionários que não tem condições de lidar com o
público serem afastados da linha de frente ?
E o mais interessante é que estes estabelecimentos pedem para preenchermos a
ficha de opinião do local, mas fica a pergunta, alguém lerá a nossa reposta ?
O que falta é a cordial saudação e a famosa frase "posso ajudá-la em mais alguma
coisa" ? Olhar no rosto do cliente. Superar a expectativa dele. Fazer com que
ele se lembre de você no futuro e retorne ao hotel exatamente porque guarda boas
lembranças do atendimento e do serviço. Mas da maneira como estamos sendo
atendidos jamais lembraremos de uma recepcionista, de uma telefonista que nem
sequer diz bom dia ao hóspede. Isso é um dos marketing negativos mais
desagradáveis que um empresário pode receber de feedback.
O brasileiro é conhecido pela cordialidade, pela alegria e simpatia. Se perdemos
este diferencial, o que será do nosso turismo, já que temos muito ainda a fazer
nos quesitos: segurança, acessos, transportes, capacidade de carga e tantos
outros que não podem passar despercebidos para sermos um país receptivo e
crescermos no ranking da OMT.
Vamos buscar em cada um de nós aquela gentileza peculiar e mesmo com tantos
problemas próprios de um país em desenvolvimento, vamos tentar trabalhar com
prazer e contribuir para que o turismo no Brasil seja um facilitador para
resolvermos alguns dos nossos problemas.
Encantar o turista pode ser o nosso ponto de partida.
Publicada em 19.10.04 edição: 889
Turismo
Regional – Valorizando o que é do nosso país
Ao visitar
uma cidade turística, uma das maiores expectativas, até mesmo curiosidade, é
conhecer o que esse lugar tem de bonito e diferente. E um dos produtos turísticos
mais procurados e valorizados são os artesanatos, a comunidade local, a história
do lugar, a vida e a arte desse povo.
Aleijadinho,
que fez as belezas esculturais de Minas Gerais e as pinturas de Ataíde. A
bondade de Mãe Menininha, deixando registrada uma história de religiosidade,
respeitada na Bahia. As rendeiras, que bordam seus bilros e rendas no nordeste.
Os artesãos, que tiram de argila, palha, madeira, esculturas e desenhos ricos
em criatividade e qualidade. Estamos falando de turismo regional, que deve ser
lembrado e nunca esquecido, que foi feito e deve ter continuidade, passando de
“pai para filho”, como já dizia o rei do Baião Luiz Gonzaga, para seu
filho Gonzaguinha.
Se formos além,
lembraremos de personalidades famosas. Da poetisa Cora Coralina, do escritor José
de Alencar, do rei do Baião Luiz Gonzaga, tantos que deixaram suas artes
gravadas na memória dos brasileiros e muitos que estão mantendo-as ainda
vivas.
Tudo isso é
banhado por um tempero único e saboroso: a culinária brasileira, que é de dar
água na boca. Viajando pelo país, passamos pela carne-de-sol, símbolo da
cozinha do sertão, acompanhada da macaxeira, que faz parte da cozinha
paraibana; a galinhada com pequi, da cozinha goiana; o famoso acarajé, da culinária
baiana; o barreado, presente nos pratos da região do sul; a feijoada, da
capital paulistana; os doces mineiros; a cozinha do litoral, repleta de várias
espécies de frutos do mar.
Não é só
de sol e mar que vive o Brasil. Aqui tem tudo e muito mais. Temos os pescadores,
que nos ensinam, com seus artesanatos, que se vive em paz quando se está de bem
com a natureza. Ou queremos mais simplicidade do que as redes de pescar, que são
feitas por mãos cansadas, mas honestas, com seus trabalhos árduos nas
madrugadas do dia a dia? Eles que ensinam que “Deus ajuda, quem cedo
madruga”.
E as nossas
festas? São tantas: o carnaval, os festivais folclóricos de Parintins-AM,
festas religiosas em Salvador-BA, os Rodeios na região sudeste, o Círio de
Nazaré, no Belém-PA, festa do Divino em Alcântara-MA, são tantos momentos de
confraternização, de amizade, de “globalização regional, nacional e
internacional”, todas juntas em uma festa junina colorida e cultural, neste país
todo brasileiro. Do Oiapoque ao Chuí, o Brasil tem de tudo. O que se procurar,
aqui você acha.
Os produtos
brasileiros podem gerar riquezas ao nosso país. É o exemplo da Natura e do
Boticário, que utilizam um desenvolvimento sustentável, extraindo produtos da
natureza e gerando empregos para aqueles que moram na região e não tinham onde
trabalhar. Esses produtos são exportados, valorizando a nossa cultura. Se o
produto internacional (globalização) é tão adquirido no nosso país, quem
diria que as Havaianas e a cachaça 51 também seriam produtos consumidos e
comprados por tantos estrangeiros?
A globalização
deve existir, bem como a mistura das raças e da cultura, mas sem esquecer
jamais do que temos aqui. Os artesãos, as rendeiras, os pescadores, de norte a
sul, leste e oeste, não podem ser esquecidos. Nossa história é regada de
produtos brasileiros. O chimarrão do Sul; os azulejos pintados de São Luís; a
cachaça da região capixaba; os artesanatos de barro do sertão. Com isso
lembramos da tão sábia letra de Gonzaguinha:
Minha Vida é andar por esse país
Pra ver se um dia descanso feliz
Guardando recordações
Das terras onde passei
Andando pelos sertões
E dos amigos que lá deixei
Chuva, sol, poeira e carvão
Longe de casa sigo o roteiro
Mais uma estação
E a alegria no coração
Mar e terra
Inverno e verão
Mostro um sorriso,
Mostro alegria
Mas eu mesmo, não
E a saudade no coração.
De acordo
com o Programa de Regionalização do Turismo, os produtos turísticos criados
pela comunidade local terão maior valor. Através de oficinas idealizadas para
organizar, catalogar e distribuir estas artes manuais, haverá uma renda para os
artesãos, garantindo a continuidade desse produto, que será colocado à venda
nos locais visitados pelos turistas, incluindo hotéis, restaurantes e quiosques
de compras. Mas o que é mais importante é que cada produto terá a marca ou
selo do seu criador, ou seja, tipicamente
brasileiro.
Mas fica uma dica para os empresários que pensam em
montar seus empreendimentos. Ao escolher o local, informem-se junto ao Conselho
de Turismo da cidade sobre produtos nativos e utilizem esses produtos para
montar seus cardápios, pois a variedade gastronômica é surpreendente. Pensem
também nos artesanatos e demais itens que poderão valorizar ainda mais a
cultura desse local. Até a próxima !
----------------------------
Publicada em 26.08.04 edição: 855
Falávamos
de transportes turísticos. Das dificuldades de acesso e da necessidade de mudanças
em nossos meios de locomoção. Comentávamos também sobre os passeios de trem
e lugares que poderiam contar com mais opções de transportes. Alguns projetos
em São Paulo, visualizam isso, voltados para a imagem de turismo de negócios e
eventos. Precisamos o quanto antes identificar outros segmentos. Esses novos
projetos virão justamente para demonstrar que aqui há muito mais que apenas
monumentos.
Os
city tours são os passeios culturais
que quase todas as principais cidades turísticas do mundo oferecem. Mas
tradicionalmente são apresentados sempre os mesmos lugares, portanto aqueles
que são evidenciados em revistas de turismo e que os visitantes ficam ansiosos
por conhecer, acreditando realmente que serão surpreendidos. Pode ser que
tenham sorte ou não. Em alguns casos, profissionais do turismo sabem disso, que
as surpresas estão exatamente nos lugares desconhecidos e pouco visitados.
Cabe
a nós fazermos o inusitado. É o caso do rio Tietê. Alguém já pensou em
levar turistas para passear pelo rio? A maioria das respostas serão negativas.
Mas, ainda bem que o turismo é um infinito de opções e idéias. Turismo: geração
de renda, oportunidades de emprego, lucratividade para os empresários
envolvidos com os segmentos turísticos e a melhor ferramenta para mudar a
imagem negativa de tantas cidades que ficarão prontas para receber e mostrar
novos meios de lazer.
Precisamos trazer à
cidade de São Paulo um reconhecimento que o que se conhece. Fazer com que seja
notada por seus patrimônios, sua cultura, seu lazer. Tem muito mais, sabemos
disso. Aqui tem natureza, parques, belezas naturais. E sem esquecer o Vale do
Anhangabaú, Parque da Luz, agradáveis para um passeio, com suas árvores frutíferas.
Precisamos vender o que não
se vê. Surpreender. E o principal: deixar o preconceito de lado. Acreditar em
novas idéias, ainda mais quando são em benefício de muitas pessoas que estarão
direta ou indiretamente envolvidas.
Com o aprofundamento das
calhas, há dois anos que o rio Tietê não apresenta as dramáticas enchentes.
Somado a isto, com redução dos odores e a realização de sua limpeza a curto
prazo, não temos dúvidas que teremos mais uma opção de transporte turístico.
Sendo
assim, existe a possibilidade de navegar pelo rio, já que a profundidade chega
ser em média de dois metros e meio. Se os trabalhadores que estão cuidando da
obra navegam pelo Tietê para fazerem sua
limpeza, por que não promover um passeio pelo rio que um dia já foi destinado
a competições de natação e lazer? No
Brasil, contamos com tão poucas opções de passeios fluviais nos Rios
Amazonas, São Francisco, Rio Negro e Solimões.
Marco Antonio Castello
Branco, Secretário Executivo de Turismo da cidade, idealizou este projeto e
quer colocá-lo em prática o quanto antes. Certamente, se executado, trará
benefícios à população paulistana, como também proporcionará significativo
crescimento sócio-econômico aos bairros que ficam às margens do rio, como
também dará novo alento a economia paulista.
Contamos também com as
empresas que estão localizadas as margens do rio, poderão ter a oportunidade
de ver suas marcas re-valorizadas pela grande visibilidade que terão junto aos
visitantes do trajeto. Por enquanto, o projeto limita-se do Cebolão ao Parque
do Tietê. Estamos falando de dois mil e quatrocentos quilômetros navegáveis.
Destes, sessenta estão na Grande São Paulo e quarenta e um na capital.
Neste
barco navegando pelo rio, que terá uma estrutura adequada, guias de turismo
estarão a bordo narrando aos visitantes fatos e episódios que possivelmente
nem lembramos, ou que ignoramos. Professores e estudantes poderão transformar
suas aulas teóricas em práticas, pois o que foi palco de tanto maus tratos de
diferentes geradores de entulhos que eram jogados em suas águas, será o mesmo
cenário para a esperança de uma cidade melhor. O volume de informações que
teremos, são ruas, avenidas, pontes que surgiram com fatos marcantes, que neste
momento serão lembrados.
Um
propósito educacional levará um aprendizado de que devemos preservar o nosso
meio ambiente e valorizar os nossos recursos naturais e culturais. Temos certeza
que cientistas biólogos apreciarão acompanhar esta idéia de perto. Uma nova técnica
de aprender com o turismo. Será uma nova opção de lazer para toda a família,
pois o trajeto vai contar com uma infra-estrutura capaz de atender à demanda e
também, no futuro, amenizar os problemas de locomoção na cidade.
Mudas
de flores e árvores, serão plantadas, deixando mais arborizadas e com uma visão
mais bela para os moradores da região e seus visitantes. Aconteceu com o
Projeto Pomar, muitos pássaros freqüentam as margens do Rio Pinheiros. E
lembrando mais uma vez, o Centro de São Paulo que está sendo restaurado e
gerando passeios culturais. Locais que sequer eram reconhecidos como apropriados
para visitação turística, hoje vivem uma nova realidade.
Estamos falando de um
projeto que é aparentemente inviável, mas que se for colocado em prática
provará mais uma vez que o turismo gera oportunidades e melhorias. No entanto,
um fator é importantíssimo: a aprovação da comunidade local. Em outras
palavras, nós paulistanos, acreditarmos na revitalização do rio Tietê, no
crescimento do turismo através de meios como este, que podem trazer benefícios
para todos. Trânsito mais livre, conscientização para as limpezas nas ruas e
rios, mais árvores, empresários cuidando dos arredores da sua empresa e
colaborando com a harmonia da região.
Cada
cidade possuí suas singularidades. Oferece espetáculo diferenciado.
Possibilidades que criam um grande poder de atração. Vamos fazer de São Paulo
uma cidade turística, com opções de lazer em sua bela noite, com sua população
satisfeita por morar aqui. E por falar de noite, já pensou em um barco
passeando pelo rio Tietê em uma noite tão iluminada e bela quanto a da Cidade
de São Paulo? Luzes, câmera, ação!
Para
saber mais :
http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/turismo/int_hidro.htm
Sugestão
de Leitura :
TOLEDO,
Roberto P. Capital da Solidão, A. 1ª edição. São Paulo. Objetiva. 2003.
Publicada em 15.07.04 edição: 827
Transportes
Turísticos no Brasil – parte I
Em lugares fora do Brasil, como Europa e Estados Unidos,
é bem comum os turistas viajarem de trem e metrô, facilitando a locomoção e
o acesso para as outras cidades. No Rio de Janeiro, existia o trem de prata, que
proporcionava uma charmosa viagem pelos trilhos da capital. Infelizmente, esse
trajeto de transporte turístico não existe mais. Mas foi um dos passeios mais
charmosos no Brasil, igualando-se aos passeios de trem europeus.
De acordo com a Embratur, no caso de turismo doméstico,
os ônibus de linhas e os próprios carros dos turistas são os meios de
transporte mais utilizados. Em hipótese alguma estamos sugerindo reduzir o meio
de locomoção apenas para trens turísticos. E sim propomos desenvolver um
resgate cultural e até mesmo um aumento de geração de renda para as
comunidades locais. Alguns destinos poderão um dia vir a ter uma atração como
uma agradável, confortável e inesquecível viagem de trem. E não para fora do
Brasil, mas aqui mesmo, dentro do país.
Mas
vamos pensar em algumas cidades que têm o privilégio de contar com um passeio
de trem, como :
·
Vitória
a Belo Horizonte (ES / MG ) – A viagem dura 13 horas e proporciona aos passageiros belas
paisagens. Com saídas as 7h, todos os dias;
·
Carajás
(MA / PA) –
Parte de São Luiz, no Maranhão e vai até Paraupebas no Pará, 851 km
distante. Com 13 paradas;
·
Curitiba
a Paranaguá (PR) – Um
dos passeios mais conhecidos pelos turistas, passa por Morretes, Marumby e tem
saídas, todos os dias, em 2 e 2 horas, em média;
·
São
João Del Rei A Tiradentes (MG) – São 12km, com duração de 35 minutos, sem paradas;
·
Campos
do Jordão (SP) –Existem
vários passeios de trem elétrico pela região. E no mês de julho, os turistas
contam com mais horários para percurso Pindamonhangaba a Campos do Jordão com
saída às 8h;
·
Trem
da Serra Gaúcha
(RS) – São 23 km de Bento Gonçalves e Carlos Barbosa, em um trem
a vapor.
·
Taubaté
(SP) – Parque Municipal do Vale do Itaim – Possui um pequeno trajeto ferroviário percorrido por
duas locomotivas.
·
Trem
das Águas (MG) –
Um trajeto de São Lourenço a Estação de Soledade de Minas, em uma locomotiva
da década de 20.
·
Campinas
– Jaguariúna (SP) – Com
duas paradas, em Jaguariúna ou em Tanquinho. Saídas aos finais de semana;
·
Rio
Negrinho – Rio Natal (SC) – Parte
do município de Rio Negrinho e desce a Serra do Mar, em Santa Catarina;
Esses são alguns dos passeios de trem mais conhecidos e que funcionam
regularmente.
Com
o crescimento do turismo e a programação cada vez maior do lazer, as cidades
precisam se preocupar com o seu desenvolvimento, ou seja, há necessidade
fundamental de aprimorar e ampliar os transportes aéreos, rodoviários,
terrestres e até mesmo ferroviários, pois é um dos mais baratos. Além de ser
um meio de transporte agradável, com belas paisagens para serem apreciadas, é
um fator de integração econômica e desenvolvimento regional para as cidades
envolvidas.
Quando
programamos uma viagem, até mesmo um passeio de fim de semana, já devemos ter
em mente como iremos até o destino desejado. Então entramos em uma situação
delicada: os transportes brasileiros. Vamos citar São Paulo, como exemplo. Para
visitá-la, imaginem os congestionamentos e outros problemas que afetam todos,
de carros particulares a ônibus e táxis. Precisamos pensar no tempo que
perderemos de lazer para chegar até um parque, Monumento Histórico, cinema, shows
e tantos outros meios de diversão.
Nem
todos os turistas viajam de ônibus ou de carro. Muitos preferem outros meios de
locomoção, até mesmo mais agradáveis como o trem turístico. Infelizmente
este meio de transporte não faz parte da realidade brasileira, pois são poucos
destinos que se beneficiam e oferecem esse resgate cultural de outras décadas.
O
custo com “meio de transporte” é um dos pontos importantes para a programação
de uma viagem, ainda mais com crianças, No entanto, a maioria dos turistas
brasileiros viaja pelo país de avião, como os estrangeiros.
Vamos
torcer para que isso aconteça, pois viajar de avião já é uma realidade e sem
esquecer que já temos projetos de passeios de barco em andamento, tema este
para o meu próximo artigo, aguardem !
Para
saber mais :
http://www.anpf.com.br/turismo_ferroviario.htm
Comentários sobre o artigo
A respeito do artigo de Ione
Bonfim sobre Transportes turísticos no Brasil.
O artigo chama a atenção para a potencialidade do transporte feroviário
turístico no Brasil e mostra o que ainda existe em funcionamenmto, muitas vezes
de forma precária. Porque este abandono das estradas de ferro. Como quase tudo
no Brasil, por politicagem, falta de visão, oportunismo. Vajei muito de trem
quando criança, Pela Estrada de Ferro Sorocabana. Naquele tempo, 1940, as
estradas de ferro eram particulares e a Cia Paulista de Estradas de Ferro era
notória por seus excelentes serviços. Mas, com o advento da modernização das
estradas de rodagem, necessárias, a rede ferroviária caiu em abandono, a
maioria sendo estatizada e virando "cabide de emprego" paea atender ao
clientelismo político. Os mesmos políticos descobriram, também, que fazer
estrada de rodagem era mais rápido (2 a 3 anos) e rendia votos nas eleições
seguintes. O mesmo descaso não aconteceu na Europa e Estados Unidos, regiões
onde o uso do automovel também obrigou a uma modernização da malha rodoviária,
mas de forma paralela e complementar com as ferrovias. Já viajei bastante de
carro e trem na Europa e lá a coisa funciona. Viajando em estradas secundárias,
paralelas muitas vezes às estradas de ferro, eu via os trens de carga e de
passageiros passarem com frequência de dez a quinze minutos! Aqui, após
o colapso do transporte
ferroviário de passageiros, foram feitas algumas tentativas de implantação do
sistema "auto trem" para transporte de caminhões carregados. Não foi
para frente! Porque? Falta de incentivo, de vantagens, desorganização, etc.
Num
pais de dimensões continentais, isto é um absurdo.
O artigo da Ione enfatiza o resgate cultural da estrada de ferro como meio paralelo e talvez alternativo de transporte turístico. Em regiões onde ainda existem remanescentes da malha ferroviária, este meio de transporte poderia ser reativado em parceria com o transporte rodoviário. A iniciativa privada pode desenvolver pacotes do tipo "praia montanha" para o litoral e serra paulista, o mesmo sendo válido para o Paraná e muitas outras regiões. Um sistema tipo "onibus descolado" implantado na Baia (já divulgado pelo Hotel News) pode ser ativado junto com o trem. Basta oferecer bons serviços, com frequência e horários definidos, limpeza, comodidade e assessoria aos turistas. Moro atualmente em Campos do Jordão onde, anos atrás, a estrada de ferro quase foi desativada, tendo sido salva pela intervenção do então prefeito José Padovan que evitou a publicação do decreto estadual de desativação. Mas seu serviço é precário. Fala-se em extensão da rede até São Bento do Sapucaí. E porque não até o Horto Florestal, com a criação de um parque temático no caminho? Ou a reativação dos bondinho urbano que, tempos atrás, servia a população local com horários de 20 em 20 minutos? Entendemos que um caminho seria a PPP - parceria publico privada. O mesmo artigo me remeteu ao link da Associação Nacional de Preservação Ferroviária que apresenta um panorama ao mesmo tempo animador, pela apresentação do que ainda existe e funciona em termos de transporte turístico ferroviário e desanimador: as estradas e museus desativados ou erradicados. Embora saibamos que o "Estado" é sabidamente ineficiente e corruptivel nesta matéria (ver observação no início destas linhas) dele poderia ser exigida uma postura que preservasse e reativasse este patrimônio. Antes que a vaca vá para o brejo. Parabens ao artigo da Ione e à Associação Nacional de Preservação Ferroviária.
Sergio Giudice, proprietário da
Pousada Chez Tetê,
brasileiro, casado, arquiteto, RG 1.680.316, Av. Eduardo Moreira da Cruz,
550 - Campos do Jordão
Publicada em 02.04.04 edição: 753
Marketing
e Qualidade : O sucesso de um empreendimento
Quando empresários
pensam em montar um estabelecimento, a primeira coisa que vem em mente é o
local. Imagine então quando já se tem um bar famoso, ponto de encontro de
tantos apreciadores, e decide vendê-lo para seguir novos horizontes, desafios e
conquistas. Foi o que aconteceu com a Dona Felicidade Bastos e seus filhos,
antigos proprietários do Pé Pra Fora, um bar bem situado no bairro de
Perdizes, na capital do estado de São Paulo.
Em 1996, venderam o
empreendimento e foram arriscar-se em uma área residencial e pouco conhecida: a
Vila Romana. É um bairro no distrito da Lapa, totalmente fora do agito dos
tradicionais e conhecidos bares e restaurantes da Vila Madalena, Pinheiros,
Cerqueira César, Moema, Itaim Bibi, entre outros.
Com toda a garra, os
proprietários montaram o DONA FELICIDADE BAR E RESTAURANTE LTDA, numa rua de
pouco acesso de boêmios e clientes que procuram diversão. Foi um ato de
coragem e audácia. Um empreendimento que deixou de ser apenas bar para atender
também os desejos dos clientes que adoram uma boa comida, além da grande
variedade de bebidas.
Pequenas
empresas deixam de lado a divulgação e promoção pelo fato de acharem que terão
de investir muito e o retorno será pequeno. Só que esquecem que de nada
adianta ter um excelente produto, profissionais competentes se o seu
empreendimento não for conhecido. Todo o trabalho de treinamento e qualidade
terá sido em vão.
Através
do seu carisma, ambiente familiar, qualidade em seus produtos e atendimento
diferenciado, este bar e restaurante conseguiu o conhecimento do público eclético. Enfrentaram a região
residencial e hoje, muitos de seus concorrentes seguiram seus passos.
Acrescento
que a prestação de serviços vai além dos profissionais com que a casa
trabalha. Precisa haver uma preocupação com o ambiente de trabalho. Em outras
palavras, manter o local, incluindo equipamentos e utensílios, com uma boa aparência.
Por exemplo: as toalhas e os cobre-manchas devem estar limpos e em bom estado,
bem como janelas e banheiros. São detalhes notados pelos clientes que podem
causar uma má impressão do lugar. E podemos dizer que às vezes a primeira
impressão é a que fica.
Conhecemos
muitas pessoas bem sucedidas e famosas na área de restauração que aparecem a
toda hora em revistas e jornais, contando como foi sua trajetória: de uma
pequena e modesta casa, passou a servir em um local maior e hoje é um caso de
sucesso. Todavia, esses jornais e revistas raramente publicam as histórias de
insucessos, de pessoas que investiram seu dinheiro e tempo em um sonho e
fracassaram.
Grandes
autores escrevem sobre turismo e já dizem: marketing é conseguir e manter
clientes. Conseguir clientes é relativamente fácil. Mantê-los é o grande
desafio. À atividade de fazer, criar, descobrir, ofertar, ou, em resumo,
trabalhar com mercados na tentativa de satisfazer necessidades e desejos de
pessoas ou grupo de pessoas, pela venda ou troca de bens ou serviços, é dado o
nome de marketing.
Os
meios de comunicação são hoje não apenas veículos, mas o local em que
suscitam-se e discutem-se temas polêmicos de interesse da sociedade.
Vivemos
a emergência de novos modos de vida e, consequentemente, de novas formas de
aglomeração urbana, em virtude da diversidade cultural. Os gostos se
diversificam cada vez mais e a mídia ajuda neste aspecto a fazer com
que um estabelecimento brilhe no meio de tantos concorrentes. Não
adianta haver um local agradável sem que os seus clientes saibam de sua existência.
Pode se dizer que o
Dona Felicidade Bar e Restaurante é conhecido, mas se seus produtos não
estiverem a altura da exigência de seus clientes, esta sua fama não será
mantida nem mesmo pela mídia. Qualidade e divulgação andam em conjunto.
Qualidade está no atendimento, com profissionais qualificados, e em seus
produtos alimentícios, deixando sempre o desejo de voltar sempre.
Sei muito bem
da preocupação dos proprietários da casa em melhorar cada vez mais,
profissionalizando, aprimorando, aperfeiçoando toda e qualquer atividade no
DONA FELICIDADE BAR E RESTAURANTE. Desde o tratamento com os clientes até os
funcionários.
O
tema diz do preparo e a preocupação em pequenos empreendimentos continuarem no
mercado. Atualmente, muitos bares e restaurantes fecham as portas em menos de 1
ano. Perguntam-se a razão. Posso dizer que muitas vezes é a falta de
administração e também da má divulgação ou nenhuma.
São
Paulo é uma cidade ativa, com muitos pontos turísticos e diversões para todos
os gostos. Não podemos permitir que os clientes descubram o estabelecimento
passando em frente do local. Precisamos de mais, do marketing, da atenção especial, de profissionais qualificados,
alimentos e bebidas de excelente qualidade, aprimoramento e aperfeiçoamento
constante.
Sabemos
da facilidade para conquistar um cliente. Mas, para reconquistá-lo, aí sim está
a dificuldade. Um cliente insatisfeito não volta e ainda falará mal para 4 em
cada dez pessoas com quem ele tiver contato.
O
futuro vem rápido e o desafio é se preparar para isso.
Texto baseado na monografia de Ione Bonfim. Marketing : Quando a Divulgação faz a diferença. O Caso do Dona Felicidade Bar e Restaurante
Publicada em 11.03.04 edição: 737
É a Associação dos Municípios de Interesse Turístico. Essa associação tem como líder um profissional que se, existisse um como ele em cada estado desse país, muita coisa melhoraria no desenvolvimento do turismo brasileiro. Seu maior objetivo é estimular a investigação do potencial turístico de cada cidade, formando um diagnóstico econômico da atividade.Publicada em 26.02.04 edição: 728
A Melhor Idade – Enfim o respeito
A lei que
apoia a atenção redobrada aos idosos, embora tenha chegado com atraso, é
motivo de contentamento. Agora tem garantido o direito de ser bem atendido um
segmento que só traz benefícios para o turismo -- e continuará trazendo,
porque a motivação que faltava chegou: o atendimento especializado.
A população brasileira envelhece rapidamente. Não se trata apenas de um dado
demográfico constatado no censo de 2000, e sim do surgimento de novas exigências
para o futuro, que deverão ser atendidas com ações e atitudes no presente.
Isso terá influência no turismo.
Os empreendimentos turísticos deverão estar atentos a estas mudanças, pois
seus serviços passarão por alterações para não perder esse segmento que, já
foi constatado, gera renda e muitos benefícios econômicos ao turismo, assim
como o segmento gay.
Os idosos antes eram associados à improdutividade. Essa visão agora terá que
mudar. São eles os responsáveis pelo que temos agora: o conforto, a
tecnologia, a medicina, até mesmo os estabelecimentos hoteleiros que foram um
dia administrados ou herdados de algum bom velhinho. Por isso, cada um de nós
deve fazer deles não apenas uma memória, mas também um aprendizado.
Com a vida estabilizada, a melhor idade tem mais tempo para o lazer, a diversão,
podendo viajar mais e aproveitar as suas caminhadas, nadar, comer em bons
restaurantes, praticar esportes, entre outras tantas atividades. Mas para isso,
os empresários envolvidos com esse setor turístico devem estar capacitados
para entender as limitações dessa classe, satisfazendo as suas necessidades.
Eles querem atenção, sim, como todas as faixas etárias, mas também não
querem “paparicos” inúteis. Não é isso. Vamos adaptar os estabelecimentos
com corrimões, pisos não escorregadios, criados-mudos na altura certa para
facilitar o acesso aos objetos deixados sobre eles, entre outras mudanças que
deverão ser feitas. É um desafio para os empreendedores. Mas não encarem isso
como um estorvo, e sim como uma conseqüência da natureza. Todos chegaremos à
terceira idade, melhor idade, idade de ouro, do conhecimento ou qualquer outra
denominação que criem. O fato é que estaremos no mesmo barco um dia.
Idosos entre 60 e 75 anos têm mais tempo e dinheiro. Portanto, essa faixa etária
só trará lucros para o turismo, mesmo com a lei disponibilizando para eles uma
passagem com direito a acompanhante. Na França, por exemplo, os que têm 60
anos ou mais já representam 60% das partidas em viagens. Se por lá já
acontece isso, então aqui é preciso haver mais incentivos para aproveitar o
potencial desse mercado.
Ainda de acordo com o Censo de 2000, cada vez mais os idosos fixam residência
nas áreas urbanas, o que se reflete em mais acesso aos estudos. Podemos
exemplificar com um dos projetos mais respeitados, o do Sesc, que facilita as
viagens e o lazer para os idosos e as outras faixas etárias. O Sesc organiza
excursões a preços acessíveis, deixando a semente do desejo de conhecer cada
vez mais os destinos turísticos do nosso país e do mundo.
Mais do que um segmento lucrativo para o turismo, a terceira idade nos ensina
diariamente a aproveitarmos melhor a vida."
Publicada em 06.01.04 edição: 694
Administração
Hoteleira, ame-a ou deixe-a
Muitos
executivos, após terem finalizado suas tarefas em seus antigos trabalhos,
utilizam suas rendas rescisórias para montar um empreendimento hoteleiro. Tenho
certeza que os já proprietários de hotéis confirmarão que não é nada fácil
ter um meio de hospedagem como rendimento. Ainda mais que passarão do sonho à
realidade em fazer desse local seu meio de sustento, mas acordem aqueles que
acham que os lucros virão rapidamente.
Com
os patrimônios montados, passando por toda a fase de projeto, a localização,
infra-estrutura, a viabilidade econômico-financeira, a legislação, a escolha
do nome, a construção, a organização do organograma das áreas envolvidas
como: recepção, gerência, alimentos e bebidas, outras instalações e toda a
arquitetura e estrutura montada, vem mais uma fase, que não é tão fácil:
trazer e manter os hóspedes, após todo o investimento.
Pequenas
empresas deixam de lado a divulgação e promoção pelo fato de acharem que terão
de investir muito e o retorno será pequeno. Só que esquecem que de nada
adianta ter um excelente produto e profissionais competentes se o seu
empreendimento não for conhecido. Todo o trabalho de treinamento e qualidade
terá sido em vão.
O
marketing e sua divulgação são papéis
principais para a venda de suas UHs. O marketing
boca-a-boca ainda é a melhor ferramenta para divulgar seu produto, mas
lembre-se que, se ele for negativo, também será a pior maneira de prejudicar
seus negócios. Marketing é
conseguir e manter clientes. Conseguir clientes é relativamente fácil. Mantê-los
é o grande desafio.
Se
o seu estabelecimento não tem um relações públicas, o proprietário deverá
colocar um funcionário para exercer está função. É uma pessoa para
acompanhar os fornecedores, sindicatos, imprensa, etc, além de organizar clippings com o que já foi publicado sobre o local para analisar o
crescimento da casa. Deverá também preparar releases
para divulgar na mídia, evitando assim possíveis publicidades desfavoráveis.
Ao elaborar o release deve-se
apresentar a notícia como uma novidade, com um texto claro, curto e objetivo,
enviando-o diretamente para o responsável da redação jornalística a que se
destina.
Com
a globalização, existem outras maneiras de divulgar seu estabelecimento, como,
por exemplo, a Internet. Não esqueça de divulgar seu site (se não tiver, providencie imediatamente, pois é o maior e
mais rápido meio de divulgar seu empreendimento). Lembre-se também de
atualizar o site, deixando notícias e novidades, mesmo que seja apenas um colchão
novo, banheira, promoções, que a casa forneça, etc.
Fiquem
atentos para aparecerem em publicações não pagas como guias, revistas,
jornais, livros e internet. Deve
haver a preocupação com controle da qualidade, pois uma matéria que traga
algum comentário desfavorável sobre o estabelecimento em alguma conceituada
publicação, como os Guias 4 Rodas ou a Veja São Paulo, pode afastar os
clientes.
Deve-se
ter a responsabilidade e a seriedade de fazer tudo funcionar perfeitamente, com
a dignidade de conceder ao hóspede o direito de ser tratado como se estivesse
em sua casa. Além disso, é como uma família. Se observarmos bem, passamos
muito mais tempo no trabalho do que em nossos lares, juntos dos nossos
familiares. O nosso ambiente de trabalho é mais nossa casa do que o nosso lar.
Cada
vez mais estão surgindo novos empreendimentos, tornando a concorrência cada
vez mais acirrada. O cliente quer
ser bem atendido. O que ele espera? Cortesia, atenção, confiança, discrição,
rapidez no atendimento e profissionalismo, além, é claro, de qualidade e
conforto, recebendo o que foi proposto. Lembre-se que o turismo é intangível.
O que você perde hoje, dificilmente poderá repor amanhã.
Vivemos
a emergência de novos modos de vida e, consequentemente, de novas formas de
aglomeração urbana, em virtude da diversidade cultural. Os gostos se
diversificam cada vez mais e a mídia ajuda a fazer com que um estabelecimento
brilhe no meio de tantos concorrentes. Não adianta haver um local agradável
sem que os seus clientes saibam de sua existência.
Na
baixa temporada, pensem em maneiras de atrair seus hóspedes e outros clientes,
ganhando em outros segmentos, como, por exemplo: eventos. Se o hotel tem um
restaurante em uma área agradável ou uma sala para eventos, pode abrir o espaço
para lançamento de um livro ou outras publicações, fazendo exposições e
festivais de gastronomia, ligando seu estabelecimento à cultura.
Sabemos
da facilidade para conquistar um cliente, mas para reconquistá-lo, aí sim está
a dificuldade. Um cliente insatisfeito não volta e ainda falará mal para
quatro em cada dez pessoas com quem ele tiver contato.
Publicada em 15.12.03 edição: 687
| Cidade de São Paulo comemora 450 anos |
|
São Paulo terra
da garoa, do azul, da esperança, da mistura de raças e de idéias.
Neste pequeno mundo, você encontrará o delicioso café após o almoço,
a sua roupa em tantas lojas e a diversão certa para a sua noite.
A vida agitada e corrida nesta metrópole tenta acompanhar a velocidade das ruas, levando histórias de vidas e de sonhos dos que procuram aqui a esperança de algo melhor. Capacidade esgotada, vida agitada, mas a liberdade continua. A cor dos pássaros em muitos parques nos faz pensar nas razões para continuarmos acreditando... Abrace sua árvore, sua causa, ouça os pássaros, adormeça e escute a sua música, conte a história da sua vida ao som do bater dos gelos nos copos da noite e assista a um show em uma das inúmeras casas de espetáculos. Vivencie o sorriso de seus filhos nos parques de diversões, aproveite e conheça a gastronomia tão étnica e rica. Saiba mais. Sempre haverá mais para descobrirmos. A História de São Paulo começou no ano de 1554 quando os jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega ergueram no planalto uma pequena escola para cataquese dos índios. O Pátio do Colégio abriga o Museu Anchieta, localizado no Centro Velho de São Paulo, e foi o local levantado para a escola. Em 2004 a cidade comemora seus 450 anos. Essa senhora tão experiente abriga mais de 10 milhões de moradores, de ruas, mansões e de casas singelas. Ouça o que ela tem para dizer. Passeie a pé pelas ruas do centro. Preserve. RESPEITE a capacidade. Volte ao passado, acredite na restauração do centro velho. Visite um museu, uma igreja, saiba a história de uma cidade bela, mas não adormecida, e sim acordada esperando VOCÊ. Assista a uma missa no Mosteiro São Bento e aprecie os cantos gregorianos. Admire-se com a beleza da Catedral da Sé. E não esqueça de caminhar pelo Viaduto do Chá, cenário de tantas capas de CDs de músicos brasileiros e até mesmo estrangeiros. Não esqueça do Centro Novo. Cruze a Av. Ipiranga com a São João, presente na música Sampa, de Caetano Veloso, e suspire com a leveza e delicadeza das mais sensíveis danças que você verá no Teatro Municipal. E na noite iluminada, divirta-se mais ainda com os Demônios da Garoa. Esse grupo que já está transmitindo alegria há tanto tempo se apresenta às quintas-feiras em um dos bares mais antigos de São Paulo, o Bar Brahma. Passe um tempo das suas manhãs ou tardes dos seus finais de semana no Jardim da Luz. Pare e acompanhe o coreto do parque. Dance. Sem esquecer de dar uma parada bem demorada na Sala São Paulo, na Estação Júlio Prestes. Espaço belo e rico para ouvir aquela sinfonia com a melhor acústica que você acha que só tem lá fora. É nosso. Do Brasil. Visite, ande, faça parte deste livro de magia e levante a bandeira da preservação. A união para manter vivo e ativo o nosso lar. Acredite em um novo tempo, abra a janela, olhe para a rua e veja que SÃO PAULO não pára. Curta e viva a capital do trabalho, diversão e arte. Aproveite e lembre-se da canção do Premê, é “sempre lindo andar na cidade de São Paulo”. Para saber mais consulte : http://www.coopline.com.br/inicial.htm www.vivaocentro.org.br |
Rua
Gândavo, 195 – Vila Mariana São Paulo – S.P.- CEP: 04023-000 Fone: (011)
5575-5655 / celular – 11-98070894
Data
de Nascimento: 15/07/72 Brasileira – solteira
Escolaridade:
Bacharel
em Turismo – conclusão em 2002. UNIP – Universidade Paulista – Marquês
Empresa
Atual I :
Editora
Abril S/A:
Redação
Guia 4 Rodas – 11/94 até o momento
Coordenadora
Administrativa
Experiência Profissional :
Assessoria
à diretoria na parte administrativo-financeira;
Controle
de custos: borderôs da redação para todos os guias.
Atendimento
à reportagem;
Planejamento
e organização de eventos especiais de lançamento de guias, entrega de prêmios
4 Rodas, exposições, entre outros, envolvendo coquetéis, palestras e outras
modalidades;
Preparação
(reserva de hotéis, avião e aluguel de carros), e acertos finais de viagens;
Apoio
aos editores em relação ao controle de reportagem, aos gastos de viagens;
Visitas
técnicas a hotéis em São Paulo, acompanhando o editor de hotéis;
Acompanhamento
de repórter do guia em pesquisa de campo em cidades do Paraná e Santa
Catarina: Mafra, São Bento do Sul, Jaraguá do Sul, Corupá, Itapoá, São
Francisco do Sul, Matinhos, Guaratuba, Paranaguá, Ilha do Mel, Guaraqueçaba,
Ilha do Superagüi, Antonina e Morretes.
Empresa Atual II :
Coop-line
Tur Viagens e Eventos
Coordenadora
Geral
Organização
de Viagens e Eventos
Marketing, atuando na divulgação da Cooperativa Coop-line Tur
Viagens e Eventos
Esta cooperativa existe há mais de 7 anos, no qual criei o núcleo de turismo em 2001.Somos formados por bacharéis em turismo.
Estágios
curriculares e extra-curriculares:
Viagens
no Brasil:
Maceió,
Natal, Porto Seguro, João Pessoa, Parati, algumas cidades do Paraná e Santa
Catarina
Visitas
Técnicas :
Juquitiba,
Louveira, Sumaré, Araçatuba
Trabalhos
Acadêmicos :
Monografia
com tema : Marketing : Quando a
divulgação faz diferença – O Caso do Dona Felicidade Bar e Restaurante
Ltda.
Trabalho
de Conclusão de Curso : Hospedaria Águas Claras
Planejamento
Turístico da Cidade de Louveira
Trabalho
de Análise Interdisciplinar sobre a Cidade de Juquitiba
Palestras
:
Desde
2001, tenho acompanhado os editores dos Guias 4 Rodas e contando a história de
nosso trabalho nas Universidades : UNIP-SP, São Judas- SP, Faculdades Senac,
Anhembi-Morumbi – SP e a combinar Ibero-Americana – SP.